Política

Ricardo Nunes confirma presença em ato convocado por Nikolas Ferreira na Avenida Paulista

Manifestação mira em Lula e ministros do STF; parlamentares e influenciadores da direita convocam mobilizações simultâneas em outras capitais

Imagem da noticia Ricardo Nunes confirma presença em ato convocado por Nikolas Ferreira na Avenida Paulista
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, fala sobre o contrato da prefeitura com o projeto Smart Sampa em coletiva de imprensa | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil - 07.08.2023

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou ao SBT News que pretende participar da manifestação convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para 1º de março, na Avenida Paulista. O ato está marcado para as 14h e deve reunir lideranças políticas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Nunes se junta a outras autoridades que devem engrossar a manifestação que tem como alvos o presidente Lula (PT) e os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Além do prefeito, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmaram participação.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é esperado por apoiadores do ato, mas ainda não confirmou presença. Em janeiro, ele exaltou marcha organizada por Nikolas de Paracatu (MG) a Brasília (DF).

Convocação mira Lula e ministros do STF

Em publicações nas redes sociais, Nikolas afirmou que o ato será “contra Lula, Moraes e Toffoli” e defendeu o impeachment do petista e dos ministros do Supremo. As postagens foram compartilhadas por perfis alinhados a Bolsonaro e por páginas locais que passaram a divulgar pontos de encontro em diferentes cidades.

Além do ato principal na Avenida Paulista, parlamentares e influenciadores da direita convocam mobilizações simultâneas em outras capitais.

Caso Master e pressão sobre ministros

As convocações ganharam força após Dias Toffoli deixar a relatoria do chamado “caso Master”, decisão considerada inédita na história do STF, em 12 de fevereiro. O ministro tornou-se alvo de pressão interna na Corte depois que relatório da Polícia Federal apontou conversa do banqueiro Daniel Vorcaro sobre pagamento a empresa ligada ao ministro.

Toffoli afirmou que os valores mencionados se referem à venda de sua participação no resort Tayayá e tentou permanecer na relatoria até o último momento.

Alexandre de Moraes também passou a ser alvo de críticas relacionadas a um contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia de sua esposa com o Banco Master. Em nota divulgada em dezembro de 2025, o ministro afirmou que o escritório jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.

Em publicação nas redes, Nikolas afirmou que uma das principais pautas será a defesa dos presos pelos atos de 8 de janeiro.

“No próximo dia 1/3 iremos às ruas novamente em defesa dos presos políticos do 8 de janeiro. Pediremos a saída, pelas vias institucionais, daqueles que têm causado tanto sofrimento a mais de duas mil famílias vítimas do estado brasileiro. Também pediremos pela derrubada do veto da dosimetria, etapa primeira para alcançarmos a anistia total, a anulação dos processos e a reparação das vítimas”, escreveu o deputado na rede social X (ex-Twitter).

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