Ricardo Nunes confirma presença em ato convocado por Nikolas Ferreira na Avenida Paulista
Manifestação mira em Lula e ministros do STF; parlamentares e influenciadores da direita convocam mobilizações simultâneas em outras capitais

Lucas Carvalho
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou ao SBT News que pretende participar da manifestação convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para 1º de março, na Avenida Paulista. O ato está marcado para as 14h e deve reunir lideranças políticas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nunes se junta a outras autoridades que devem engrossar a manifestação que tem como alvos o presidente Lula (PT) e os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Além do prefeito, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmaram participação.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é esperado por apoiadores do ato, mas ainda não confirmou presença. Em janeiro, ele exaltou marcha organizada por Nikolas de Paracatu (MG) a Brasília (DF).
Convocação mira Lula e ministros do STF
Em publicações nas redes sociais, Nikolas afirmou que o ato será “contra Lula, Moraes e Toffoli” e defendeu o impeachment do petista e dos ministros do Supremo. As postagens foram compartilhadas por perfis alinhados a Bolsonaro e por páginas locais que passaram a divulgar pontos de encontro em diferentes cidades.
Além do ato principal na Avenida Paulista, parlamentares e influenciadores da direita convocam mobilizações simultâneas em outras capitais.
Caso Master e pressão sobre ministros
As convocações ganharam força após Dias Toffoli deixar a relatoria do chamado “caso Master”, decisão considerada inédita na história do STF, em 12 de fevereiro. O ministro tornou-se alvo de pressão interna na Corte depois que relatório da Polícia Federal apontou conversa do banqueiro Daniel Vorcaro sobre pagamento a empresa ligada ao ministro.
Toffoli afirmou que os valores mencionados se referem à venda de sua participação no resort Tayayá e tentou permanecer na relatoria até o último momento.
Alexandre de Moraes também passou a ser alvo de críticas relacionadas a um contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia de sua esposa com o Banco Master. Em nota divulgada em dezembro de 2025, o ministro afirmou que o escritório jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.
Em publicação nas redes, Nikolas afirmou que uma das principais pautas será a defesa dos presos pelos atos de 8 de janeiro.
“No próximo dia 1/3 iremos às ruas novamente em defesa dos presos políticos do 8 de janeiro. Pediremos a saída, pelas vias institucionais, daqueles que têm causado tanto sofrimento a mais de duas mil famílias vítimas do estado brasileiro. Também pediremos pela derrubada do veto da dosimetria, etapa primeira para alcançarmos a anistia total, a anulação dos processos e a reparação das vítimas”, escreveu o deputado na rede social X (ex-Twitter).









