Economia

Empresa citada na Carbono Oculto vence lote para fornecer diesel ao BRT do Rio

Rede Sol ficará como fornecedora reserva; distribuidora é investigada por elo com facção criminosa

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Redes Sol | Reprodução

A Prefeitura do Rio de Janeiro homologou o resultado da licitação para fornecimento de diesel S10 aos ônibus do BRT carioca. Entre as vencedoras está a Rede Sol, distribuidora citada na operação Carbono Oculto, que investiga um suposto esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis.

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O contrato da Mobi-Rio tem valor estimado em até R$ 343,7 milhões. A Vibra Energia venceu o item principal, oferecendo desconto de 13,5% sobre o preço médio semanal do diesel divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Já a Rede Sol ficou com o chamado item “redundante”, uma espécie de fornecimento alternativo, com desconto de 11,5%.

Na prática, a Vibra será a fornecedora prioritária do combustível. A Rede Sol poderá ser acionada em caso de necessidade, como falhas de abastecimento ou demanda adicional. O modelo é comum em contratos de grande volume, para reduzir risco de descontinuidade.

Empresa é citada em operação policial

A Rede Sol foi mencionada na operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de sonegação bilionária de impostos e possível infiltração do PCC no mercado de combustíveis.

As autoridades ainda investigam responsabilidades administrativas e criminais. Não há, até o momento, condenação judicial.

Em fevereiro deste ano, a Vibra informou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que rompeu unilateralmente um contrato de armazenagem com a Rede Sol. Segundo a empresa, a decisão levou em conta riscos reputacionais após a divulgação das investigações.

Refit não levou o contrato

O resultado também marca a derrota da Flagler Combustíveis, ligada ao Grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), que já possui contrato de R$ 44 milhões com a Mobi-Rio até janeiro de 2026 e buscava manter o fornecimento.

O Grupo Refit acumula autuações fiscais e foi alvo de operações policiais em 2025 por suspeitas de crimes tributários, que contesta na Justiça.

O SBT News procurou a Prefeitura do Rio e a Rede Sol para comentar o resultado da licitação e possíveis impactos das investigações no contrato. Até a publicação deste texto, não houve resposta. O espaço segue aberto.

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