Política

Renan Calheiros acusa Centrão de pressionar TCU para desfazer liquidação do Banco Master

Ao SBT News, presidente da CAE diz que Senado pode requisitar informações e até quebrar sigilos para apurar o caso

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Vicklin Moraes
10/02/2026, 20:47 • Atualizado em 10/02/2026, 21:03
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O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, acusou nesta terça-feira (10) em entrevista exclusiva ao SBT News integrantes do Centrão de pressionarem setores do Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar desfazer a liquidação do Banco Master.

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Segundo o parlamentar, a CAE requisitou todos os procedimentos abertos no TCU relacionados ao caso e também cobrou explicações do Banco Central, que, de acordo com Renan, teria demorado a adotar medidas contra a instituição financeira.

"Setores do Tribunal de Contas da União foram pressionados pelo Centrão para que o tribunal desfizesse a liquidação do Banco Master. Por isso, requisitamos todos os procedimentos abertos no TCU, que serão encaminhados à Comissão de Assuntos Econômicos", afirmou.

Renan disse ainda que a comissão do Senado poderá adotar medidas mais duras, incluindo a quebra de sigilos, caso seja necessário para o avanço das investigações. No entanto, isso precisa ser aprovado em plenário,

"Para a comissão requisitar qualquer informação e, se for necessário, quebrar sigilo, ela pode fazê-lo no cumprimento da sua função constitucional. Mas a quebra de sigilo precisa ser aprovada pelo plenário do Senado Federal, e não apenas pela comissão”, explicou.

O senador também citou episódios que, segundo ele, evidenciam a pressão política em torno do Banco Master. Entre eles, tentativas de parlamentares do Centrão de elevar o valor do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para R$ 1 milhão, por meio de emendas apresentadas no Senado e na Câmara, além de propostas para alterar a lei que garantiu a independência do Banco Central, permitindo ao Congresso exonerar seus dirigentes.

Renan mencionou ainda a atuação da Caixa Econômica Federal, que, segundo ele, teria demitido quatro diretores após recusarem aplicações da instituição no Banco Master.

"Houve uma pressão irresistível contra setores do Tribunal de Contas da União. Esses dados já são públicos e precisam ser analisados para que todos esses fatos sejam devidamente esclarecidos”, disse.

Durante a entrevista, o senador também comentou o cenário político e a possibilidade de o MDB ocupar espaço na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o presidente da CAE, caso haja convite para que o partido indique o candidato a vice-presidente, nomes como Simone Tebet, Helder Barbalho e o governador do Pará poderiam ser considerados.

“Se houver o convite para o MDB indicar o candidato a vice-presidente do presidente Lula, as correntes que apoiam essa candidatura vencerão a convenção partidária. A possibilidade de indicar o vice é um trunfo fortíssimo para influenciar o resultado da convenção do MDB”, afirmou.

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