Estamos caminhando para um relatório final, diz diretor da PF sobre caso Master
Andrei Rodrigues afirma que investigações têm foco definido mas não descarta novas linhas de apuração



Anita Prado
Jessica Cardoso
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que o principal inquérito sobre o caso do Banco Master está em fase avançada e caminha para a elaboração do relatório final.
“Temos hoje um foco muito claro, muito objetivo, dos inquéritos que estão em andamento [na Suprema Corte e na primeira instância] com objetos definidos e que não guardam relação com voltarmos no tempo para entender o que houve. Estamos, nesse inquérito principal, caminhando para um relatório final e dando um encaminhamento para todos os achados que houver sem descartar nenhuma hipótese”, afirmou a jornalistas.
O diretor-geral da PF deu as declarações durante a apresentação dos resultados da corporação e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 2025, em evento promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Mais cedo, Andrei Rodrigues afirmou que os problemas envolvendo o Banco Master já vinham de administrações anteriores do Banco Central (BC). Perguntando novamente sobre o tema, o diretor-geral da PF reiterou que as apurações seguem os trâmites legais e se baseiam em informações encaminhadas formalmente pelos órgãos competentes.
“Ressaltei aquilo que chegou ao nosso conhecimento a partir das informações, do protocolo legal, do encaminhamento que é feito pelo Banco Central à Procuradoria-Geral da República e posteriormente a nós, e o que percebemos é que já havia outros alertas em outros momentos”, disse.
Ao falar sobre a relatoria interna aberta no BC para apurar a condução do caso Master, Rodrigues afirmou que o procedimento está restrito à esfera administrativa da instituição. Segundo ele, a atuação da PF só ocorrerá caso surjam indícios que demandem investigação criminal.
“[A investigação do BC] diz respeito à seara administrativa que de lá é apurada. Se disso descambar para alguma situação que envolva necessidade de investigação no âmbito de polícia judiciária da União, aí sim nós passaremos a atuar no caso concreto”, afirmou.









