PT-SP resiste a lançar Marina ao Senado e defende Márcio França em chapa com Tebet
Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que ministra do Meio Ambiente poderia assumir vice de Haddad


Eduardo Gayer
Dirigentes do PT de São Paulo resistem à ideia de lançar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), como candidata ao Senado. Nos bastidores, avaliam que o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), tem trânsito entre prefeitos paulistas e, por isso, seria um nome mais viável para formar uma dobradinha com Simone Tebet (MDB) na disputa pela Casa.
A possibilidade de lançar Marina foi levantada em conversas reservadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluiria seu retorno ao PT. No diretório estadual, porém, a avaliação é diferente: lideranças defendem a ministra como candidata a vice-governadora na chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad — e por outra legenda, para evitar uma chapa pura.
Lula enfrenta dificuldades na montagem do palanque em São Paulo. Além do impasse em torno de Marina, a aliança governista precisa encontrar um partido para Tebet, que terá de deixar o MDB para disputar o Senado. A tendência é uma migração para o PSB, num arranjo que fortaleceria a legenda, com as duas vagas da chapa ao Senado no Estado.
Haddad tem grande simpatia por Marina e, segundo aliados, não teria dificuldade em aceitá-la como vice. Ainda assim, o ministro prefere avaliar outras alternativas para garantir a composição mais ampla possível. A possibilidade de convidar um empresário também não está descartada.









