Promotor da Itália diz que cidadania de Carla Zambelli é apenas de fachada
Sentença sobre extradição da ex-deputada deve ser publicada em até cinco dias


SBT News
A defesa de Carla Zambelli avalia que a promotoria italiana fez uma avaliação sobre o caso que complica as chance da ex-deputada federal conseguir evitar uma extradição para o Brasil.
Durante o julgamento que terminou nesta quinta-feira (12), o procurador-geral Erminio Amelio afirmou que a cidadania de Zambelli era “apenas uma fachada” e que, formalmente, ela é italiana mas, substancialmente, não.
“É uma absurdidade jurídica que contestei duramente em audiência logo em seguida, quando tomei a palavra”, afirmou o advogado Pieremilio Sammarco.
“Causa preocupação a manifestação do procurador-geral ao sugerir que cidadãos italianos residentes no exterior utilizariam a cidadania como 'escudo'. A cidadania italiana, uma vez reconhecida conforme a legislação vigente, confere plena condição jurídica de cidadão, independentemente de residência”, disse outro defensor de Zambelli, Fábio Pagnozzi.
A defesa de Zambelli alegou que não há risco de fuga da ex-deputada e reiterou pedido para ela fique na Itália.
Todos pedidos de apresentação de testemunhas foram negados.
Os advogados pediram afastamento dos magistrados que atuam no caso, o que fracassou.
A sentença sobre o pedido de extradição do Brasil sobre Carla Zambelli deve ser publicada em até cinco dias na Justiça italiana.
Em Roma, o processo de extradição é conduzido pelo Ministério Público do país, sob jurisdição italiana. Não é feita análise de mérito das acusações contra Zambelli, condenada no Brasil por porte ilegal de arma e adulteração de sistemas públicos.









