Política
Presidente da CPMI do INSS protesta e diz que base do governo "blindou" pessoas importantes
Senador Carlos Viana se manifestou após STF decidir contra prorrogação dos trabalhos da comissão

SBT News
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, protestou após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a decisão que prorrogava os trabalhos da comissão.
"Fizemos a nossa parte, a nossa obrigação. Infelizmente, tivemos uma base do governo que blindou, e com muita força conseguiu os votos pra impedir que a investigação avançasse sobre pessoas importantes da República, sobre parlamentares. Não foi nossa responsabilidade. Nós denunciamos e deixamos claro ao Brasil. Agora é esperar que a justiça seja feita", disse Viana.
O senador afirmou que o relatório da CPMI deve ser lido nesta sexta-feira (27), e espera que seja votado no mesmo dia, mas admite que a votação pode acontecer apenas no sábado (28).
"E espero, com toda sinceridade que o nosso trabalho seja reconhecido pela Procuradoria da República, que essas pessoas sejam indiciadas, que respondam a processo, sejam condenadas e que continuem na cadeia, principalmente os 14 que estão presos e que fazem parte dos núcleos principais", pede Viana.
O senador também se manifestou a favor da criação de uma lei que dê mais autonomia para as CPMIs.
"Nós temos que votar uma nova lei, como disse o ministro Gilmar Mendes, para a CPMIs. Uma lei que garanta às CPMIs a capacidade de investigar quem quer que seja, que não dependa de habeas corpus do Supremo Tribunal Federal para levar lá pessoas investigadas. O parlamento tem que se levantar, e não é o que está fazendo o presidente do Senado. Nós estamos sendo tirados de nossas prerrogativas a cada decisão do Supremo Tribunal Federal e nós precisamos reagir", defendeu o parlamentar.








