Presidente da CPMI do INSS pede a André Mendonça acesso à quebra de sigilo de Vorcaro
Senador Carlos Viana solicitou informações ao novo relator do caso; Dias Toffoli deixou a relatoria na noite de quinta após reunião com o colegiado
Victor Schneider
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana | Carlos Moura/Agência Senado
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta sexta-feira (13) ter solicitado acesso a informações sigilosas sobre o banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Em publicação nas redes sociais, Viana informou que vai se reunir com Mendonça na semana depois do Carnaval para tratar pessoalmente sobre “a importância da cooperação entre os Poderes” para os trabalhos da CPMI.
Os dados requisitados se referem às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do banqueiro, que foram trancadas por decisão do ministro Dias Toffoli em dezembro, quando o caso subiu para o Supremo.
“Esses elementos são fundamentais para a continuidade dos trabalhos da CPMI, para a consolidação das provas já colhidas e para o avanço responsável do relatório final”, afirmou o senador.
Vorcaro tem depoimento previsto para 26 de fevereiro na CPMI, mas ficou combinado com a defesa que ele responderá estritamente sobre a suspeita de envolvimento do Master no esquema de empréstimo de consignados a aposentados.
O ministro André Mendonça foi sorteado como o novo relator do caso Master na noite de quinta depois de uma extensa reunião de Dias Toffoli, responsável anteriormente pela relatoria, com os demais ministros.
A pressão sobre Toffoli aumentou depois que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente à Presidência do Supremo no início desta semana um relatório de 200 páginas com dados sobre a quebra de sigilo telefônico de Vorcaro. O documento deu mais detalhes sobre o que indica ser uma relação de proximidade de Toffoli e o banqueiro.
O resultado do encontro no Supremo foi uma nota institucional que reconheceu a atuação de Toffoli no decorrer da investigação e negou haver materialidade para declarar sua suspeição. Em troca, o ministro deixou o caso a pedido como uma "saída honrosa", conforme a Coluna do Cézar.
Agora, Mendonça tornou-se relator de dois casos que alcançam o Master. O outro é justamente sobre o inquérito do INSS, que envolve a suspeita de contratação de crédito consignado por aposentados e pensionistas, uma das formas de roubo do esquema no INSS.
Na condição de presidente da CPMI do INSS, informo que estou solicitando ao ministro André Mendonça, novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal, a devolução à Comissão de todos os documentos referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal…
Presidente da CPMI do INSS pede a André Mendonça acesso à quebra de sigilo de VorcaroSenador Carlos Viana solicitou informações ao novo relator do caso; Dias Toffoli deixou a relatoria na noite de quinta após reunião com o colegiadoPolítica2026-02-13T16:56:51.256ZO presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta sexta-feira (13) ter solicitado acesso a informações sigilosas sobre o banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mendonça é o relator do inquérito que apura irregularidades na Previdência. Na noite de quinta (12), também tornou-se o com a saída do ministro Dias Toffoli. + Em publicação nas redes sociais, Viana informou que vai se reunir com Mendonça na semana depois do Carnaval para tratar pessoalmente sobre “a importância da cooperação entre os Poderes” para os trabalhos da CPMI. Os dados requisitados se referem às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do banqueiro, que foram trancadas por decisão do ministro Dias Toffoli em dezembro, quando o caso subiu para o Supremo. “Esses elementos são fundamentais para a continuidade dos trabalhos da CPMI, para a consolidação das provas já colhidas e para o avanço responsável do relatório final”, afirmou o senador. Vorcaro tem depoimento previsto para 26 de fevereiro na CPMI, mas ficou combinado com a defesa que ele responderá estritamente sobre a suspeita de envolvimento do Master no esquema de empréstimo de consignados a aposentados. + Mendonça relator O ministro André Mendonça foi sorteado como o novo relator do caso Master na noite de quinta depois de uma extensa reunião de Dias Toffoli, responsável anteriormente pela relatoria, com os demais ministros. A pressão sobre Toffoli aumentou depois que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente à Presidência do Supremo no início desta semana um relatório de 200 páginas com dados sobre a quebra de sigilo telefônico de Vorcaro. O documento deu mais detalhes sobre o que indica ser uma relação de proximidade de Toffoli e o banqueiro. O resultado do encontro no Supremo foi uma nota institucional que reconheceu a atuação de Toffoli no decorrer da investigação e negou haver materialidade para declarar sua suspeição. Em troca, o ministro deixou o caso a pedido como uma "saída honrosa", Agora, Mendonça tornou-se relator de dois casos que alcançam o Master. O outro é justamente sobre o inquérito do INSS, que envolve a suspeita de contratação de crédito consignado por aposentados e pensionistas, uma das formas de roubo do esquema no INSS. + São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/presidente-da-cpmi-do-inss-pede-a-andre-mendonca-acesso-a-quebra-de-sigilo-de-vorcaro
Ao SBT Brasil, Lula afirmou que mantém com Andrei Rodrigues uma relação institucional e destacou a atuação da Polícia Federal, com ele à frente da corporação