Os registros mostram que Ruemmler aceitou presentes do financista e o orientou sobre como responder a questionamentos da imprensa a respeito de seus crimes. A executiva nega ter tido conhecimento de condutas ilegais em curso.
Segundo uma fonte ouvida pela imprensa americana, Ruemmler comunicou sua decisão a Solomon na quinta-feira. A renúncia passa a valer em 30 de junho.
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Trata-se da saída mais relevante no setor bancário desde a divulgação do novo lote de documentos sobre Epstein, no mês passado. As revelações ampliaram o escrutínio sobre instituições financeiras que mantiveram relação com o financista mesmo após sua condenação, em 2008, por aliciar uma menor de idade para prostituição.
Outros bancos também foram citados. Documentos mostram que o UBS abriu contas para Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, em 2014 — meses depois de o JPMorgan Chase encerrar sua relação com ele.
“Como uma das profissionais mais competentes em sua área, Kathy também foi mentora e amiga de muitos dos nossos funcionários, e sentiremos sua falta”, afirmou Solomon em comunicado. “Aceitei seu pedido de demissão e respeito sua decisão.”
Antes de ingressar no Goldman, Ruemmler comandava globalmente a área de defesa e investigações de crimes de colarinho branco do escritório Latham & Watkins e foi conselheira da Casa Branca no governo Obama.
Em entrevista ao Financial Times, ela afirmou que a exposição pública relacionada à sua atuação como advogada de defesa tornou-se “uma distração”. Em declaração anterior à Reuters, disse que conheceu Epstein exclusivamente no contexto profissional. “Eu não tinha conhecimento de nenhuma conduta criminosa em curso da parte dele e não o conhecia como o monstro que se revelou ser”, afirmou.
Os documentos divulgados pelo governo mostram que Ruemmler manteve comunicações frequentes com Epstein entre 2014 e 2019. Em 2019, ela o orientou sobre como responder a uma consulta da mídia sobre suposto tratamento jurídico privilegiado.
E-mails também indicam que recebeu presentes como vinho, bolsa e itens de luxo. Em uma troca de mensagens de 2018, respondeu a um intermediário que “adoraria” ganhar uma pulseira Hermès para Apple Watch.
Jeffrey Epstein: quem foi o financista americano acusado de tráfico sexual de menores
Registros citados nos documentos apontam ainda que Epstein tentou contato com Ruemmler por telefone no dia de sua prisão, em 6 de julho de 2019. Em anotações atribuídas a agentes federais, ele questiona: “Isso tem a ver com tráfico sexual? Isso tem a ver com menores de idade?” e afirma: “Isso é ruim, isso é muito ruim.”
Epstein foi preso em julho de 2019 sob acusação de tráfico sexual e morreu no mês seguinte em uma cela em Manhattan. A morte foi classificada como suicídio pelo médico-legista de Nova York.
A saída de Ruemmler ocorre em um momento de alta sensibilidade reputacional para os grandes bancos de Wall Street, pressionados por investidores e reguladores a reforçar controles internos e critérios de relacionamento com clientes. O Goldman ainda não anunciou quem assumirá o comando jurídico da instituição.
Diretora jurídica do Goldman Sachs renuncia após ser citada em caso EpsteinInvestigação sobre bilionário aumentou escrutínio sobre instituições financeiras dos EUAEconomia2026-02-13T16:06:03.663Zanunciou o CEO David Solomon na quinta-feira (12). A saída ocorre semanas após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar novos documentos que detalham sua relação com Jeffrey Epstein. Os registros mostram que Ruemmler aceitou presentes do financista e o orientou sobre como responder a questionamentos da imprensa a respeito de seus crimes. A executiva nega ter tido conhecimento de condutas ilegais em curso. Segundo uma fonte ouvida pela imprensa americana, Ruemmler comunicou sua decisão a Solomon na quinta-feira. A renúncia passa a valer em 30 de junho. Trata-se da saída mais relevante no setor bancário desde a divulgação do novo lote de documentos sobre Epstein, no mês passado. As revelações ampliaram o escrutínio sobre instituições financeiras que mantiveram relação com o financista mesmo após sua condenação, em 2008, por aliciar uma menor de idade para prostituição. Outros bancos também foram citados. Documentos mostram que o UBS abriu contas para Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, em 2014 — meses depois de o JPMorgan Chase encerrar sua relação com ele. “Como uma das profissionais mais competentes em sua área, Kathy também foi mentora e amiga de muitos dos nossos funcionários, e sentiremos sua falta”, afirmou Solomon em comunicado. “Aceitei seu pedido de demissão e respeito sua decisão.” Antes de ingressar no Goldman, Ruemmler comandava globalmente a área de defesa e investigações de crimes de colarinho branco do escritório Latham & Watkins e foi conselheira da Casa Branca no governo Obama. "Uma distração" Em entrevista ao Financial Times, ela afirmou que a exposição pública relacionada à sua atuação como advogada de defesa tornou-se “uma distração”. Em declaração anterior à Reuters, disse que conheceu Epstein exclusivamente no contexto profissional. “Eu não tinha conhecimento de nenhuma conduta criminosa em curso da parte dele e não o conhecia como o monstro que se revelou ser”, afirmou. Os documentos divulgados pelo governo mostram que Ruemmler manteve comunicações frequentes com Epstein entre 2014 e 2019. Em 2019, ela o orientou sobre como responder a uma consulta da mídia sobre suposto tratamento jurídico privilegiado. E-mails também indicam que recebeu presentes como vinho, bolsa e itens de luxo. Em uma troca de mensagens de 2018, respondeu a um intermediário que “adoraria” ganhar uma pulseira Hermès para Apple Watch. Jeffrey Epstein: quem foi o financista americano acusado de tráfico sexual de menores Registros citados nos documentos apontam ainda que Epstein tentou contato com Ruemmler por telefone no dia de sua prisão, em 6 de julho de 2019. Em anotações atribuídas a agentes federais, ele questiona: “Isso tem a ver com tráfico sexual? Isso tem a ver com menores de idade?” e afirma: “Isso é ruim, isso é muito ruim.” Epstein foi preso em julho de 2019 sob acusação de tráfico sexual e morreu no mês seguinte em uma cela em Manhattan. A morte foi classificada como suicídio pelo médico-legista de Nova York. A saída de Ruemmler ocorre em um momento de alta sensibilidade reputacional para os grandes bancos de Wall Street, pressionados por investidores e reguladores a reforçar controles internos e critérios de relacionamento com clientes. O Goldman ainda não anunciou quem assumirá o comando jurídico da instituição.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/diretora-juridica-do-goldman-sachs-renuncia-apos-ser-citada-em-caso-epstein
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