"PF não será intimidada", diz Andrei Rodrigues sobre caso Master
Diretor-geral da Polícia Federal afirma que corporação vai até o fim das investigações e critica tentativa de desviar foco; inquérito segue no STF


Vicklin Moraes
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (18), durante evento da Federação Brasileira dos Bancos, em São Paulo, que a corporação “não será intimidada” e seguirá com as investigações “até o fim”.
“O que eu afirmo e reafirmo a todos é que nós vamos investigar e fazer o nosso trabalho até o fim. Nós não vamos ser intimidados por ninguém, por quem quer que seja”, disse.
Rodrigues também criticou ataques à instituição e afirmou que há tentativas de desviar o foco das apurações.
“Infelizmente, alguns procuram, muitas vezes, nas redes sociais e nos nossos canais, fazer ataques covardes e inaceitáveis à nossa instituição”, declarou.
Segundo ele, a PF atua com base na legalidade e no devido processo. “A Polícia Federal cumpre a lei, cumpre a Constituição. Nós vamos investigar todos aqueles que tivermos que investigar, sempre respeitando as leis e o devido processo legal”, afirmou.
O diretor-geral citou diretamente o “caso Master”, investigação que apura uma fraude bilionária no sistema financeiro.
“Uma fraude de R$ 80 bilhões parece ter desaparecido. O que se fala hoje é de fofoca, de intimidade de um casal, enquanto temos uma fraude no sistema financeiro de dezenas de bilhões de reais”, disse.
A declaração ocorre em meio ao avanço do inquérito no Supremo Tribunal Federal, agora sob relatoria do ministro André Mendonça, e em meio a uma série de polêmicas envolvendo a condução do caso. O processo ganhou novo rumo após a saída do ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria por possível conflito de interesses relacionado ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no âmbito do caso Master.
Em fevereiro, Mendonça determinou a retomada do fluxo ordinário das investigações, com a reativação de perícias e depoimentos, além de restringir o acesso aos autos a agentes diretamente envolvidos, em medida para evitar vazamentos.
Nesta terça-feira (18), a Polícia Federal solicitou ao ministro a prorrogação do inquérito do caso Master, pedindo mais tempo para aprofundar as investigações - o que foi acolhido pelo mnistro nesta quarta (18).








