PF intima 31 investigados após delação de Camisotti; amiga de Lulinha e ex-assessores de senador estão na lista
Empresário apontado como operador de esquema bilionário no INSS firmou acordo com a PF; investigação apura desvios de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024



Cézar Feitoza
Anita Prado
A Polícia Federal (PF) intimou 31 investigados a prestar depoimento no âmbito do inquérito que apura um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As oitivas foram determinadas após o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais operadores do esquema, firmar um acordo de delação premiada com a corporação.
Segundo apuração do SBT News, Camisotti já prestou depoimento e as informações foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, que será responsável por decidir sobre a homologação do acordo.
Entre os intimados estão personagens com conexões diretas com o núcleo investigado e com a estrutura pública. É o caso de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antonio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS" e apontado como um dos principais articuladores do esquema. Também foi intimado Tiago Schettini Batista, descrito nas investigações como sócio oculto de Antunes.
A lista inclui ainda nomes ligados ao senador Weverton Rocha (PDT), como o ex-assessores Gustavo Marques Gaspar e Vanessa Barramacher.
Também foram intimados Adroaldo da Cunha Portal, ex-secretário executivo do Ministério da Previdência, e o filho dele, Eduardo Silva Portal.
Danielle Miranda Fonteneles, publicitária conhecida por atuar em campanhas do PT, foi incluída entre os investigados chamados a prestar esclarecimentos.
A lista também inclui a lobista Roberta Luchsinger. Neta e herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse, ela é apontada como amiga pessoal de "Lulinha", filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Também estão entre os intimados outros assessores, advogados, empresários, ex-servidores do INSS e da Caixa Econômica Federal. Um dos nomes é Eric Douglas Martins Fidelis, advogado filho de André Fidelis, ex-diretor de benefícios do INSS.
As investigações indicam que o esquema pode ter desviado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.









