Política

PF adia depoimento de general Heleno sobre "Abin paralela"

Ex-ministro de Jair Bolsonaro deporia sobre o suposto uso ilegal da agência nesta terça-feira (6)

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Murilo Fagundes
06/02/2024, 12:17 • Atualizado em 06/02/2024, 12:17
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A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do general Augusto Heleno sobre o suposto uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) foi convocado para depor sobre as acusações nesta terça-feira (6), mas solicitou à corporação uma nova data. A PF confirmou o adiamento ao SBT News, mas ainda não divulgou quando será feita a oitiva.

A intenção da PF é apurar se o ex-ministro tinha conhecimento sobre o uso do aparato da Abin para monitorar opositores do ex-presidente e da família Bolsonaro.

O caso está sob investigação da PF. Os indícios são de que houve uso de equipamentos de monitoramento da agência para acompanhar desafetos políticos do então presidente Jair Bolsonaro e de filhos do ex-mandatário.

No dia 29, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

Carlos foi apontado como um chefe "político" do movimento. O ex-diretor-geral da Abin e hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foi alvo de operação. Todos os citados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, negam qualquer interferência.

"Abin paralela"

A PF deflagrou em janeiro a operação Vigilância Aproximada, desdobramento da Última Milha, realizada em outubro do ano passado.

As ações investigam criação e atuação de uma "Abin paralela" na gestão do então diretor-geral Ramagem, aliado e amigo da família Bolsonaro. Ele foi alvo de buscas na Vigilância Aproximada, que também afastou imediatamente sete policiais federais de suas funções.

Durante o governo Bolsonaro, a "Abin paralela" usou instrumentos como o software FirstMile para rastrear e monitorar autoridades e adversários políticos do ex-presidente.

Investigações apontam que figuras públicas como os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia e o ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana, teriam sido espionadas ilegalmente.

Em nota, a PF disse que "não há, até o momento, informações conclusivas referentes a todos os titulares e usuários das linhas telefônicas monitoradas".

"Não procedem, dessa forma, quaisquer informações referentes a nomes de autoridades ou outras pessoas eventualmente monitoradas. As investigações seguem em sigilo, sem data prevista para encerramento", explicou.

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