Política

Quem é Alexandre Ramagem, deputado e ex-diretor da Abin alvo de operação da PF

Força-tarefa investiga organização criminosa formada dentro da agência que usava sistemas de GPS para rastrear celulares e tablets sem autorização judicial

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SBT News
25/01/2024, 12:51 • Atualizado em 25/01/2024, 12:53
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Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Alvo de buscas em operação da Polícia Federal (PF) que investiga rastreamento ilegal de celulares e tablets sem autorização judicial, Alexandre Ramagem (PL-RJ) é deputado federal e foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de julho de 2019 a março de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No fim de 2023, foi escolhido pelo PL como pré-candidato da legenda à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições municipais de 2024.

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As operações Vigilância Aproximada, desta quinta-feira (25), e Última Milha, deflagrada em outubro de 2023, miram uma organização criminosa criada dentro da agência que usava sistemas de geolocalização (GPS) para monitorar ilegalmente dispositivos móveis de autoridades e cidadãos.

Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem
Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Bolsonaro e Ramagem em foto postada pelo ex-presidente no X (antigo Twitter): pré-candidato do PL à prefeitura do Rio

Ramagem também foi delegado da Polícia Federal (PF). No governo passado, chegou a ser nomeado para chefiar o órgão pelo então presidente Bolsonaro, mas não assumiu o cargo por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado ingressou na PF como delegado em 2005 e chefiou a equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, quando o então candidato à presidência sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora (MG). A partir desse episódio, Ramagem se tornou amigo próximo da família do ex-presidente.

Na posse, Bolsonaro se referiu a Ramagem como "um amigo que conheci há pouco tempo".

Ramagem foi assessor do ministro e general Carlos Alberto dos Santos Cruz na Secretaria de Governo durante o mandato de Bolsonaro. Ele permaneceu na pasta, como assessor do novo ministro, o também general Luiz Eduardo Ramos, após a demissão de Santos Cruz, em junho de 2019.

Em julho do mesmo ano, o delegado foi escolhido para ser diretor da Abin, vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, na época comandada pelo ministro e general Augusto Heleno.

O delegado deixou a agência em março de 2022 para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ramagem foi eleito pelo PL do Rio de Janeiro, partido de Bolsonaro, com 59 mil votos.

Barrado na chefia da PF

A nomeação de Ramagem para chefiar a PF chegou a ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 28 de abril de 2020, mas Moraes suspendeu a indicação. A decisão do magistrado foi motivada por uma ação do PDT poucas horas antes da cerimônia de posse.

Depois da suspensão, Bolsonaro cancelou o ato de nomeação de Ramagem e afirmou que tê-lo como diretor-geral da PF era um sonho dele que "brevemente se concretizará, para o bem da PF e do Brasil".

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