O número de mortes em Gaza em 15 meses de guerra é 50% superior ao relatado, revela estudo
Publicado pela The Lancet Global Health, estudo estima 75 mil mortos no período
Leonardo Almeida
20/02/2026, 01:00 • Atualizado em 20/02/2026, 01:00
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REUTERS/Mahmoud Issa
Durante os 15 primeiros meses de guerra, cerca de 75 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza, número 50% superior ao contabilizado pelas autoridades locais, segundo o estudo da revista médica The Lancet Global Health.
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A pesquisa indica possível subnotificação no número de mortes. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 50 mil morreram no mesmo período.
Os dados também revelam que mulheres, crianças e idosos representam 42.200 das vítimas, cerca de 56,2% das mortes violentas, proporção que coincide com os relatórios do Ministério da Saúde de Gaza.
“As evidências combinadas sugerem que, em 5 de janeiro de 2025, 3% a 4% da população da Faixa de Gaza havia sido morta violentamente e houve um número substancial de mortes não violentas causadas indiretamente pelo conflito”, escreveram os autores.
O levantamento é o primeiro estudo independente sobre a mortalidade na Faixa de Gaza. A pesquisa envolveu 2 mil famílias palestinas.
O trabalho de campo foi conduzido pelo Centro Palestino de Pesquisa Política e Pesquisas, dirigido pelo pesquisador palestino Khalil Shikaki, que realiza pesquisas de opinião pública na Cisjordânia e em Gaza há décadas. O autor principal é Michael Spagat, professor da Royal Holloway, Universidade de Londres.
O número de mortes desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, segundo as autoridades de saúde de Gaza, é de 72 mil pessoas. Autoridades palestinas estimam que outras milhares de pessoas mortas não foram contabilizadas, pois estão sob edifícios destruídos.
O número de mortes em Gaza em 15 meses de guerra é 50% superior ao relatado, revela estudoPublicado pela The Lancet Global Health, estudo estima 75 mil mortos no períodoMundo2026-02-20T01:00:27.832ZDurante os 15 primeiros meses de guerra, cerca de 75 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza, número 50% superior ao contabilizado pelas autoridades locais, segundo o estudo da revista médica The Lancet Global Health. A pesquisa indica possível subnotificação no número de mortes. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 50 mil morreram no mesmo período. Os dados também revelam que mulheres, crianças e idosos representam 42.200 das vítimas, cerca de 56,2% das mortes violentas, proporção que coincide com os relatórios do Ministério da Saúde de Gaza. “As evidências combinadas sugerem que, em 5 de janeiro de 2025, 3% a 4% da população da Faixa de Gaza havia sido morta violentamente e houve um número substancial de mortes não violentas causadas indiretamente pelo conflito”, escreveram os autores. O levantamento é o primeiro estudo independente sobre a mortalidade na Faixa de Gaza. A pesquisa envolveu 2 mil famílias palestinas. O trabalho de campo foi conduzido pelo Centro Palestino de Pesquisa Política e Pesquisas, dirigido pelo pesquisador palestino Khalil Shikaki, que realiza pesquisas de opinião pública na Cisjordânia e em Gaza há décadas. O autor principal é Michael Spagat, professor da Royal Holloway, Universidade de Londres. O número de mortes desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, segundo as autoridades de saúde de Gaza, é de 72 mil pessoas. Autoridades palestinas estimam que outras milhares de pessoas mortas não foram contabilizadas, pois estão sob edifícios destruídos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/o-numero-de-mortes-em-gaza-nos-primeiros-15-meses-de-guerra-e-50-superior-ao-relatado-revela-estudo