Política

Nikolas diz que ato na Paulista não foi campanha antecipada e fala em “guerra assimétrica” da direita

Ao SBT News, deputado negou que protesto do domingo (1) tenha pedido votos a Flávio, rebateu acusações de radicalismo e comentou críticas ao STF

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Vicklin Moraes
02/03/2026, 21:46 • Atualizado em 02/03/2026, 21:46
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira (2), em entrevista exclusiva ao SBT News, que o ato realizado na Avenida Paulista no domingo não foi uma campanha antecipada para Flávio Bolsonaro, e disse que a direita vive uma guerra completamente assimétrica.

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O ato, batizado de “Acorda Brasil”, foi convocado por Nikolas e também ocorreu em outras capitais. Em São Paulo, participaram ainda os governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), apontados como presidenciáveis. Também estiveram presentes o pastor Silas Malafaia e o deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), além do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Ao negar que o evento tenha configurado campanha fora do período eleitoral, Nikolas declarou:

“Ali era uma manifestação, e numa manifestação você fala aquilo que desejar. Não é porque está falando mal do Lula que está fazendo campanha para o Flávio. E mesmo que estivesse dando apoio a ele, qual o problema? Ninguém pediu voto, ninguém falou número.”

Nikolas rebateu críticas sobre o tom de seus discursos e disse acreditar que pode conquistar eleitores que votaram em Lula em 2022. Questionado sobre a possibilidade de ampliar apoio entre eleitores de centro, o parlamentar contestou a ideia de que sua base seja extremista. “Um milhão e meio de pessoas em Minas são radicais? Porque foi isso que eu tive de votos”, afirmou. Para ele, posições como defesa do endurecimento de penas e críticas ao governo federal não configuram radicalismo.

Nikolas também comentou especulações sobre divergências internas na direita e possíveis impactos na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Sem citar nomes diretamente, disse que prefere não responder a ataques e que cada integrante do grupo político cumpre um papel diferente na estratégia eleitoral.

Sobre a manifestação realizada na Avenida Paulista, o deputado questionou a estimativa de público divulgada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que apontou cerca de 20,4 mil pessoas. Segundo ele, o número seria maior e comparável às estimativas da Polícia Militar. “Não tem como discutir com as imagens”, declarou.

Nikolas foi questionado ainda sobre críticas envolvendo o fato de Flávio não ter citado nominalmente o ministro do Supremo Alexandre de Moraes durante o ato.

“Qualquer coisa que pessoas na posição dele falem, que possa soar como ataque ao Estado Democrático de Direito, pode colocá-lo em mais problemas. Nós vivemos uma guerra completamente assimétrica. O PT pede a derrubada das minhas redes, pede a inelegibilidade dos nossos candidatos. O poder está na mão deles. Tem que perguntar realmente para o Flávio”, afirmou.

No discurso de domingo, Flávio criticou ministros da Corte e defendeu impeachment em caso de "descumprimento da lei".

Já em relação às críticas feitas por Eduardo Bolsonaro sobre "amnésia" no apoio à Flávio, Nikolas reiterou que seu papel para a campanha do filho de Bolsonaro é atuar para “gerar desaprovação” ao governo Lula. O deputado também defendeu que a direita deve se concentrar em enfrentar o que chamou de “inimigo em comum”, e não em disputas internas.

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