Mucio encontra Alcolumbre, articula encontro com Lula e diz não haver pressa para nova indicação ao STF
Ministro da Defesa se encontrou com presidente do Senado na terça (5) em primeiro gesto de aproximação após derrota de Jorge Messias


Cézar Feitoza
O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, se encontrou na terça-feira (5) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na residência oficial do senador.
Trata-se da primeira abordagem do governo para avaliar o tamanho da crise com a cúpula do Senado após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).
Mucio avisou a Alcolumbre que o Palácio do Planalto não pretende indicar um novo nome para o Supremo nos próximos dias e articulou um encontro entre o senador e o presidente Lula (PT), segundo relatos feitos ao SBT News.
O ministro também avaliou que é preciso tempo para que a derrota do governo seja digerida, sem reações afobadas por parte do Planalto.
O chefe da Defesa não cobrou explicações de Alcolumbre sobre a articulação liderada pelo senador contra Messias, mas destacou que a derrota foi sofrida e que Lula ficou sentido com o resultado.
Em resposta, Alcolumbre disse que aceita conversar com Lula em uma reunião informal para discutir a relação entre o Senado e o governo.
Nesta quarta (6), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também visitou Alcolumbre na residência oficial da Presidência do Senado em mais um gesto para distensionar a crise.
Resposta do governo
Aliados de Lula passaram a sugerir, nos últimos dias, uma série de respostas à derrota histórica sofrida no Senado.
Uma parte do governo acredita que o melhor caminho é romper em definitivo com Alcolumbre, com a exoneração de aliados do senador em cargos-chave da Esplanada dos Ministérios.
Outro grupo, do qual Mucio faz parte, defende que Lula não deve tomar decisões no calor do momento e deve digerir a derrota antes de calcular os próximos passos.
Esses aliados do presidente dizem que é preciso avaliar os benefícios e os prejuízos de um rompimento definitivo das relações com Alcolumbre, considerando a agenda que o Planalto pretende avançar no Congresso nos meses que antecedem as eleições.









