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Soldado israelense faz foto colocando cigarro na boca de estátua da Virgem Maria

Exército afirmou que vê o caso 'com a maior gravidade'; episódio se soma a outros semelhantes, incluindo um incidente de grande repercussão ocorrido em abril

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Soldado israelense coloca cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria em Debl, no sul do Líbano | Foto: Reprodução/Redes sociais
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Um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) fez uma foto colocando um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria em Debl, no sul do Líbano. O registro teria sido feito há várias semanas, mas a imagem só viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira (6).

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A IDF afirmou, em nota, que vê o caso "com a maior gravidade" e que a conduta do soldado não está de acordo com os valores do Exército. A instituição acrescentou que o episódio será investigado e que medidas disciplinares poderão ser adotadas conforme o resultado da investigação.

Os militares afirmaram que "respeitam a liberdade de religião e culto, bem como os locais sagrados e os símbolos religiosos de todas as religiões e comunidades". Disseram, ainda, que "não têm intenção de prejudicar a infraestrutura civil, incluindo edifícios ou símbolos religiosos", em meio aos combates contra o Hezbollah.

Apesar da declaração, o caso não é isolado. Os últimos meses foram marcados por uma série de escândalos e ataques praticados por israelenses contra cristãos, tensionando as relações do Estado judeu com a maior comunidade religiosa do mundo e evidenciando a falta de uma política clara de combate a atos de intolerância religiosa e profanação de símbolos cristãos.

Há pouco mais de duas semanas, dois militares participaram da danificação de uma estátua de Jesus Cristo, também em Debl, no sul do Líbano. Um deles, segundo a IDF, deu golpes de marreta na estátua, enquanto o outro foi responsável por filmar a cena. Ambos foram afastados da instituição.

Ao todo, os dois militares ficarão em detenção militar por 30 dias. Outros seis soldados que testemunharam o ocorrido, mas não agiram para impedir ou denunciar a ação, serão convocados pelo Exército para "discussões de esclarecimento". Tais reuniões ajudarão a decidir futuras punições.

Israel voltou a trocar hostilidades com o Hezbollah — grupo paramilitar com sede no Líbano — no início de março. Os ataques começaram após os militantes, aliados do Irã, lançarem drones contra Tel Aviv em retaliação à operação coordenada entre Israel e Estados Unidos em Teerã, que visa eliminar o programa nuclear do país.

Desde então, as tropas israelenses atuaram em todo o Líbano, incluindo na capital, Beirute. Além dos ataques aéreos, que já deixaram mais de 3 mil mortos, os militares iniciaram uma operação por terra, visando expandir a zona de segurança no sul do país. Em 24 de março, o governo israelense anunciou a ocupação militar da região.

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