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ONU pede que Israel liberte Thiago Ávila e ativista espanhol detidos em flotilha para Gaza: "Solidariedade não é crime"

Ativistas foram presos no último dia 30 junto de outras 175 pessoas que tentavam furar o bloqueio de Israel ao território palestino

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Thiago Ávila e ativista espanhol durante audiência em tribunal de Israel | Reprodução/Reuters

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) pediu nesta quarta-feira (6) que Israel liberte imediatamente os ativistas Thiago Ávila e Saif Abukeshek, detidos no país após serem interceptados em águas internacionais tentando furar o bloqueio de Tel Aviv à Faixa de Gaza.

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"Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina em Gaza, que necessita urgentemente desse apoio.", diz um trecho do comunicado assinado pela porta-voz Thameen Al-Kheetan.

Na nota, a ONU também demanda que os relatos de maus-tratos severos contra os ativistas sejam investigados e os responsáveis levados à justiça. A organização pede ainda que Israel pare de desrespeitar o direito internacional dos direitos humanos com detenções arbitrárias e legislações antiterrorismo "amplas e vagas".

Thiago Ávila e Saif Abukeshek estavam a bordo da flotilha Global Sumud com outros ativistas que tentavam romper o cerco de Israel ao território palestino sitiado. Apesar do cessar-fogo assinado em outubro de 2025, Israel continua bloqueando a entrada de ajuda humanitária e os ataques à população civil.

Segundo a ONU, pelo menos 32 palestinos foram mortos pelas forças israelenses desde o início de abril, enquanto ataques aéreos, tiroteios e bombardeios persistem diariamente em Gaza, elevando para 738 o número de palestinos mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor.

Entre as vítimas estão mulheres, crianças, pessoas com deficiência, um prestador de serviços humanitários e um jornalista.

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