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Justiça dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein; leia

Bilhete encontrado por ex-companheiro de cela do criminoso sexual estava sob sigilo há sete anos, trancado em um tribunal de Nova York

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Jeffrey Epstein, falecido financista condenado por crimes sexuais | Foto: Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA
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A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (6) uma suposta carta de suicídio escrita por Jeffrey Epstein, falecido financista condenado por crimes sexuais. A existência do bilhete, sob sigilo há sete anos, foi revelada pelo jornal "The New York Times" no fim de abril.

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A carta, que fora trancada em um tribunal de Nova York, foi divulgada pela Justiça após um pedido do "The Times". Não é possível confirmar que o bilhete tenha sido escrito por Epstein. A nota traz o seguinte texto:

"Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!

Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás.

É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus.

O que você quer que eu faça — cair no choro!!

NÃO É LEGAL — NÃO VALE A PENA!!"

Por que a carta estava sob sigilo?

A carta teria sido descoberta por um ex-companheiro de cela de Epstein, Nicholas Tartaglione, em julho de 2019, depois que o criminoso sexual foi encontrado inconsciente com um pedaço de pano em volta do pescoço. Ele sobreviveu ao incidente, mas semanas depois foi encontrado morto na prisão.

Em entrevistas telefônicas, Tartaglione forneceu ao "The New York Times" detalhes de como encontrou a carta: dentro de um livro de história em quadrinhos. "Abri o livro para ler e lá estava", contou ele, acrescentando que o bilhete fora escrito em um pedaço de papel amarelo arrancado de um bloco de notas.

Antes de ser encontrado inconsciente, Epstein disse às autoridades prisionais que havia sido atacado por Tartaglione, segundo registros federais e, nas semanas que antecederam sua morte, o criminoso sexual afirmou expressamente que não tinha tendências suicidas. Por esse motivo, o preso decidiu se precaver.

Após a carta ter chegado às mãos de Tartaglione, ele a repassou à sua equipe jurídica como possível defesa contra futuras acusações de agressão por parte de Epstein, de acordo com o "The New York Times". Os advogados então contrataram "especialistas em caligrafia" para autenticar a auroria do bilhete.

Embora advogados de Tartaglione tenham alegado ter autenticado a autenticidade da carta, o Departamento de Justiça dos EUA não fez nenhuma confirmação oficial nesse sentido. O documento não foi mencionado nas investigações oficiais sobre a morte de Epstein, incluindo um relatório de 2023 do Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Justiça.

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