Polícia

Veterinária é presa por vender shampoo de cavalo para crescimento capilar humano

Influencer que também é veterinária comercializava produtos veterinários como solução “milagrosa” para cabelos; polícia de MS investiga riscos à saúde

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Uma médica-veterinária foi presa em flagrante suspeita de vender produtos de uso animal como tratamento para crescimento capilar humano em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

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A investigada é Raylane Diba Ferrari, de 29 anos, que soma mais de 520 mil seguidores nas redes sociais. Com vídeos sobre a rotina de atendimentos veterinários, ela ganhou popularidade na internet e passou a divulgar produtos de beleza vendidos como “milagrosos”.

De acordo com as investigações, os produtos comercializados eram destinados originalmente ao uso em cavalos. A influenciadora não escondia a origem veterinária das substâncias e promovia os itens como aceleradores do crescimento capilar humano.

Raylane foi denunciada ao Conselho Regional de Medicina Veterinária e acabou presa durante uma operação da Polícia Civil. Ela pagou fiança e foi liberada, porém teve o direito de atuar como médica-veterinária suspenso enquanto o caso segue sob investigação.

Os investigadores apuram se os produtos eram manipulados de forma irregular dentro do pet shop da suspeita antes de serem enviados para clientes em todo o país.

Polícia encontrou produtos prontos para envio

Durante a operação, agentes encontraram diversos frascos embalados e preparados para distribuição. Nas redes sociais, a veterinária afirmava ter vendido mais de 20 mil unidades dos produtos.

Segundo a Polícia Civil, ela pode responder por adulteração de produtos e comercialização de materiais impróprios para consumo humano. A pena pode chegar a cinco anos de prisão.

Riscos à saúde

Dermatologistas alertam que produtos veterinários possuem composição diferente daqueles aprovados para uso humano.

A médica dermatologista Erika Guerra, especialista em tricologia, afirmou que não há comprovação científica de benefícios desses produtos para crescimento capilar.

Segundo ela, o uso pode causar “irritações, alergias, dermatites, ressecamento do couro cabeludo e infecções”. A especialista ainda reforçou que “não existe milagre” e que tratamentos capilares devem ser feitos com acompanhamento médico e investigação clínica.

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