Polícia

Operação encontra bunker com arsenal de fuzis e drogas em comunidade do Rio

Entre as armas apreendidas na ação da PM estava uma metralhadora antiaérea capaz de atingir helicópteros e perfurar veículos blindados

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Uma operação da Polícia Militar encontrou um bunker do tráfico de drogas com armamento pesado na comunidade da Coréia, na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (6). Entre as armas apreendidas estava uma metralhadora antiaérea capaz de atingir helicópteros e perfurar veículos blindados. Cinco pessoas foram presas.

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Segundo a polícia, o arsenal estava escondido em um cômodo subterrâneo construído dentro de uma casa em obras. O local funcionava como um verdadeiro paiol do tráfico, com espaço para armazenamento de armas, drogas e até área de descanso para criminosos.

Além da metralhadora antiaérea, os agentes apreenderam 16 fuzis e grande quantidade de drogas. Uma passagem secreta sob o piso dava acesso ao esconderijo.

De acordo com o comandante do BOPE, Marcelo Corbage, a descoberta foi resultado de uma investigação de dois meses.

"A localização inicial era discreta, uma residência comum em meio a outras. A execução do projeto exigiu grande determinação e concentração intelectual", afirmou.

Dois homens apontados como chefes do tráfico na região foram presos dentro do bunker. Outros três suspeitos também foram detidos durante a ação policial.

A operação tinha como foco combater roubos de cargas e veículos elétricos na região. Durante a chegada das equipes, houve confronto armado e criminosos incendiaram barricadas.

A Polícia Civil investiga se a metralhadora apreendida foi usada no ataque que atingiu um helicóptero da CORE em março do ano passado. Na ocasião, o piloto Felipe Marques Monteiro foi baleado na cabeça. Ele segue em tratamento.

O delegado Alexandre Cardoso afirmou que exames balísticos serão realizados para verificar a ligação da arma com o atentado.

"O confronto balístico e outras informações serão cruzados para apurar se essa arma foi a responsável por atingir o policial da CORE", disse.

Segundo dados da polícia, mais de 1,5 mil armas foram retiradas das ruas do Rio apenas nos três primeiros meses deste ano. Em média, uma a cada sete armas apreendidas é um fuzil.

Por causa da violência durante a operação, escolas da região foram fechadas e unidades de saúde suspenderam o atendimento.

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