Moro defende endurecimento de penas para criminosos
Candidato ao governo do Paraná pelo PL, ele defendeu que o Brasil siga os exemplo de El Salvador no combate à criminalidade
Isabelle Saleme
O senador e ex-ministro Sergio Moro (PL-PR)) | Andressa Anholete/Agência Senado
O candidato ao governo do Paraná pelo PL, o ex-juiz federal Sérgio Moro, defendeu penas mais altas para criminosos.
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“Apesar dos mitos de que a prisão não resolve, significa, sim, que nós temos que prender esses líderes de facção, os membros de facção, os criminosos perigosos. Eles têm que passar um bom tempo na cadeia, algo similar a uma prisão perpétua, ou pelo menos 40 anos de prisão”, disse.
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Moro elogiou as medidas implantadas por El Salvador, que teve queda brusca nos índices de violência durante o governo Bukele.
“El Salvador mudou a mentalidade e controlou os assassinatos naquele país e recuperou o território. Nós precisamos também mudar a cultura de leniência e da impunidade aqui no Brasil”, disse.
Moro participou, nessa segunda-feira (31), em São Paulo, de um Congresso sobre Segurança Pública organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro.
O governo do país vem atribuindo a redução da violência ao aumento dos poderes das forças de segurança. No entanto, a oposição relata supostos abusos nesse modelo e denuncia casos de tortura e mortes sob custódia.
Moro ressaltou que tudo deve ser feito dentro da legalidade. “O que precisamos é um choque de lei e de ordem. Ninguém está falando em bang-bang, ninguém está falando em violência policial. Nós precisamos, no entanto, acabar com a impunidade e aumentar o encarceramento no Brasil, para a gente controlar o fenômeno criminal”, disse.
O candidato afirmou, ainda, que o Poder Judiciário é muito tolerante sobre punições. Para ele, as audiências de custódia, por exemplo, geram uma taxa alta de liberação, criando uma percepção de impunidade e desmoralização da polícia.
“Há uma taxa muito grande de soltura, mais ou menos 40% de quem é preso em flagrante é solto na audiência de custódia e gera aquela sensação de enxugar o gelo”, comentou. “Agora é necessário fazer um trabalho junto ao Judiciário pra gente modificar essa cultura”, afirmou.
Moro defende endurecimento de penas para criminososCandidato ao governo do Paraná pelo PL, ele defendeu que o Brasil siga os exemplo de El Salvador no combate à criminalidadePolítica2026-08-31T21:03:07.550ZO candidato ao governo do Paraná pelo PL, o ex-juiz federal Sérgio Moro, defendeu penas mais altas para criminosos. “Apesar dos mitos de que a prisão não resolve, significa, sim, que nós temos que prender esses líderes de facção, os membros de facção, os criminosos perigosos. Eles têm que passar um bom tempo na cadeia, algo similar a uma prisão perpétua, ou pelo menos 40 anos de prisão”, disse. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Moro elogiou as medidas implantadas por El Salvador, que teve queda brusca nos índices de violência durante o governo Bukele. “El Salvador mudou a mentalidade e controlou os assassinatos naquele país e recuperou o território. Nós precisamos também mudar a cultura de leniência e da impunidade aqui no Brasil”, disse. Moro participou, nessa segunda-feira (31), em São Paulo, de um Congresso sobre Segurança Pública organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro. O governo do país vem atribuindo a redução da violência ao aumento dos poderes das forças de segurança. No entanto, a oposição relata supostos abusos nesse modelo e denuncia casos de tortura e mortes sob custódia. Moro ressaltou que tudo deve ser feito dentro da legalidade. “O que precisamos é um choque de lei e de ordem. Ninguém está falando em bang-bang, ninguém está falando em violência policial. Nós precisamos, no entanto, acabar com a impunidade e aumentar o encarceramento no Brasil, para a gente controlar o fenômeno criminal”, disse. O candidato afirmou, ainda, que o Poder Judiciário é muito tolerante sobre punições. Para ele, as audiências de custódia, por exemplo, geram uma taxa alta de liberação, criando uma percepção de impunidade e desmoralização da polícia. “Há uma taxa muito grande de soltura, mais ou menos 40% de quem é preso em flagrante é solto na audiência de custódia e gera aquela sensação de enxugar o gelo”, comentou. “Agora é necessário fazer um trabalho junto ao Judiciário pra gente modificar essa cultura”, afirmou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moro-defende-endurecimento-de-penas-para-criminosos
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