Moraes nega pedido de Bolsonaro para que inelegibilidade seja analisada pelo STF
Defesa do ex-presidente e de Braga Netto entraram com pedido de recurso contra a condenação
L
Lis Cappi
26/05/2024, 23:01 • Atualizado em 26/05/2024, 23:01
compartilhar
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro e candidato à vice-presidência em 2022, Walter Braga Netto |Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e negou que o processo que tornou o político inelegível seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A decisão foi publicada pela Corte Eleitoral neste domingo (26), e faz parte da condenação por abuso de poder político e econômico contra Bolsonaro e o candidato à vice-presidência na chapa de 2022, general Walter Braga Netto.
No entendimento do ministro, o recurso apresentado pelos advogados não seguiu requisitos previstos na lei. Moraes também considera que tanto Bolsonaro quanto Braga Netto tiveram direito à defesa enquanto o caso esteve em julgamento no TSE. O magistrado ainda sustentou que a decisão não violou a Constituição.
"Frisou-se que “ambos os candidatos se sujeitam à inelegibilidade, tendo em vista a assentada gravidade das condutas, bem como sua responsabilização pessoal, à luz da accountability”, ressaltando-se que “as condutas se revelaram graves, do ponto de vista qualitativo, tendo em vista que são dotadas de alta reprovabilidade, considerando-se o envolvimento direto dos candidatos investigados e os severos impactos decorrentes da apropriação simbólica da data cívica e da ausência de freios para potencializar os ganhos eleitorais da chapa”, diz trecho da decisão de Modares.
E foi “demonstrada a gravidade quantitativa, diante da gigantesca repercussão sobre o pleito, que pode ser ilustrada pelo êxito em criar condições para dominância do espaço do ato oficial por apoiadores dos investigados, pelo acirramento do patriotismo militarizado como fator de radicalização política e pelo uso de meios de comunicação (mídia tradicional, inclusive emissora pública, e internet) para difundir perante o eleitorado a apropriação da coisa pública”, completa o magistrado.
Apesar da posição, a defesa dos políticos ainda pode entrar com um novo pedido junto ao STF. A defesa do ex-presidente e de Braga Netto afirmam que vão apresentar recurso.
Inelegibilidade de Bolsonaro
No ano passado, o TSE formou maioria para tornar Bolsonaro e Braga Netto inelegíveis. Os magistrados entenderam que os políticos cometeram abuso de poder político e autoridade ao usar a data do 7 de Setembro de 2022 com fim eleitoral. Eles também foram multados.
Moraes nega pedido de Bolsonaro para que inelegibilidade seja analisada pelo STFDefesa do ex-presidente e de Braga Netto entraram com pedido de recurso contra a condenaçãoPolítica2024-05-26T23:01:34.673ZO ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e negou que o processo que tornou o político inelegível seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi publicada pela Corte Eleitoral neste domingo (26), e faz parte da condenação por abuso de poder político e econômico contra Bolsonaro e o candidato à vice-presidência na chapa de 2022, general Walter Braga Netto. No entendimento do ministro, o recurso apresentado pelos advogados não seguiu requisitos previstos na lei. Moraes também considera que tanto Bolsonaro quanto Braga Netto tiveram direito à defesa enquanto o caso esteve em julgamento no TSE. O magistrado ainda sustentou que a decisão não violou a Constituição. "Frisou-se que “ambos os candidatos se sujeitam à inelegibilidade, tendo em vista a assentada gravidade das condutas, bem como sua responsabilização pessoal, à luz da accountability”, ressaltando-se que “as condutas se revelaram graves, do ponto de vista qualitativo, tendo em vista que são dotadas de alta reprovabilidade, considerando-se o envolvimento direto dos candidatos investigados e os severos impactos decorrentes da apropriação simbólica da data cívica e da ausência de freios para potencializar os ganhos eleitorais da chapa”, diz trecho da decisão de Modares. E foi “demonstrada a gravidade quantitativa, diante da gigantesca repercussão sobre o pleito, que pode ser ilustrada pelo êxito em criar condições para dominância do espaço do ato oficial por apoiadores dos investigados, pelo acirramento do patriotismo militarizado como fator de radicalização política e pelo uso de meios de comunicação (mídia tradicional, inclusive emissora pública, e internet) para difundir perante o eleitorado a apropriação da coisa pública”, completa o magistrado. Apesar da posição, a defesa dos políticos ainda pode entrar com um novo pedido junto ao STF. A defesa do ex-presidente e de Braga Netto afirmam que vão apresentar recurso. Inelegibilidade de Bolsonaro No ano passado, o TSE formou maioria para tornar Bolsonaro e Braga Netto inelegíveis. Os magistrados entenderam que os políticos cometeram abuso de poder político e autoridade ao usar a data do 7 de Setembro de 2022 com fim eleitoral. Eles também foram multados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moraes-nega-pedido-de-bolsonaro-para-que-inelegibilidade-seja-analisada-pelo-stf
Justiça rejeita recurso de Dr. Jairinho no caso Henry Borel
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mantém decisão que negou a transferência do júri para outra cidade e afasta tentativa da defesa de anular a condenação
Moraes proíbe visitas políticas a Bolsonaro até após eleição
Ministro do STF também vetou manifestações eleitorais em nome do ex-presidente e suspendeu visitas a ele por 30 dias, que cumpre prisão domiciliar humanitária
Polícia procura casal de pastores por abuso contra meninas
Segundo a Polícia Civil, líderes religiosos usavam a posição na congregação para conquistar a confiança das vítimas; mais de dez jovens já prestaram depoimento