Moraes mantém restrição de circulação a ex-assessor de Bolsonaro durante julgamento no STF
Filipe Martins só poderá ir do aeroporto ao hotel e ao Supremo; ministro afirma que autorização não é "licença para turismo"
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Rafael Porfírio
Filipe Martins (esq.) foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes (dir.) a comparecer às sessões da 1ª Turma do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido do ex-assessor da Presidência Filipe Martins para circular livremente por Brasília durante o julgamento que pode torná-lo réu por crime de golpe de Estado.
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Na semana passada, Moraes já havia autorizado Martins a acompanhar presencialmente o julgamento, com uma condição: ele só poderia se deslocar entre o aeroporto, o hotel e o prédio do STF. Martins, no entanto, pediu uma revisão dessa regra, para poder circular por outros pontos da cidade.
Na nova decisão, assinada nesta segunda-feira (21), o ministro foi direto ao negar o pedido.
"O denunciado deverá cumprir exatamente o determinado em decisão anterior, limitando-se ao roteiro 'aeroporto-hotel-sessão de julgamento-hotel', até seu retorno", ressaltou o ministro.
Moraes destacou que a liberação para que Martins compareça ao julgamento é uma medida excepcional e não uma "licença para fazer turismo" ou atividades políticas em Brasília.
"A autorização para acompanhar o julgamento corresponde a excepcional alteração da situação do denunciado, em respeito ao princípio da ampla defesa, mas não significa uma verdadeira licença para fazer turismo ou atividades politicas em Brasília, uma vez que o denunciado encontra-se no cumprimento de diversas medidas cautelares diversas de prisão", destacou Moraes na decisão.
Além disso, Moraes também proibiu qualquer tipo de imagem ou vídeo do julgamento e dos deslocamentos de Felipe Martins, mesmo que feitos por terceiros.
"Todas as demais cautelares continuam em vigor, ressaltando-se, novamente, que não deverão ser realizadas ou divulgadas imagens do julgamento ou de seu deslocamento, mesmo que por terceiros, sob pena de multa e conversão imediata em prisão, nos termos do art. 312, §1º, do Código de Processo Penal."
Filipe Martins é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar o chamado “núcleo 2” da suposta organização criminosa que teria planejado um golpe de Estado. Ele atuou como assessor especial durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também virou réu no Supremo no mês passado sob acusações semelhantes.
A Primeira Turma do STF vai julgar a denúncia entre terça (22) e quarta-feira (23). Se a denúncia for aceita, Martins e os outros cinco acusados passam a responder formalmente a processo criminal.
Felipe Martins mora no Paraná e está proibido de sair do Estado sem autorização da Justiça. Ele pode circular livremente apenas dentro da cidade onde vive, desde que respeite o recolhimento noturno e use tornozeleira eletrônica.
Ao pedir a revisão das restrições, a defesa de Martins argumentou que a limitação imposta por Moraes era mais dura do que as regras atuais. Segundo os advogados, "a restrição é desproporcional, porque seria mais severa do que sua condição atual".
Mesmo assim, o STF manteve as limitações. A presença de Martins no julgamento foi autorizada apenas por entender que ele tem direito de se defender pessoalmente, mas sem abrir espaço para atividades fora desse contexto.
Moraes mantém restrição de circulação a ex-assessor de Bolsonaro durante julgamento no STFFilipe Martins só poderá ir do aeroporto ao hotel e ao Supremo; ministro afirma que autorização não é "licença para turismo"Política2025-04-21T15:16:48.963ZO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido do ex-assessor da Presidência Filipe Martins para circular livremente por Brasília durante o julgamento que pode torná-lo réu por crime de golpe de Estado. Na semana passada, Moraes já havia autorizado Martins a acompanhar presencialmente o julgamento, com uma condição: ele só poderia se deslocar entre o aeroporto, o hotel e o prédio do STF. Martins, no entanto, pediu uma revisão dessa regra, para poder circular por outros pontos da cidade. Na nova decisão, assinada nesta segunda-feira (21), o ministro foi direto ao negar o pedido. "O denunciado deverá cumprir exatamente o determinado em decisão anterior, limitando-se ao roteiro 'aeroporto-hotel-sessão de julgamento-hotel', até seu retorno", ressaltou o ministro. Moraes destacou que a liberação para que Martins compareça ao julgamento é uma medida excepcional e não uma "licença para fazer turismo" ou atividades políticas em Brasília. "A autorização para acompanhar o julgamento corresponde a excepcional alteração da situação do denunciado, em respeito ao princípio da ampla defesa, mas não significa uma verdadeira licença para fazer turismo ou atividades politicas em Brasília, uma vez que o denunciado encontra-se no cumprimento de diversas medidas cautelares diversas de prisão", destacou Moraes na decisão. Além disso, Moraes também proibiu qualquer tipo de imagem ou vídeo do julgamento e dos deslocamentos de Felipe Martins, mesmo que feitos por terceiros. "Todas as demais cautelares continuam em vigor, ressaltando-se, novamente, que não deverão ser realizadas ou divulgadas imagens do julgamento ou de seu deslocamento, mesmo que por terceiros, sob pena de multa e conversão imediata em prisão, nos termos do art. 312, §1º, do Código de Processo Penal." Filipe Martins é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar o chamado “núcleo 2” da suposta organização criminosa que teria planejado um golpe de Estado. Ele atuou como assessor especial durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também virou réu no Supremo no mês passado sob acusações semelhantes. A Primeira Turma do STF vai julgar a denúncia entre terça (22) e quarta-feira (23). Se a denúncia for aceita, Martins e os outros cinco acusados passam a responder formalmente a processo criminal. Felipe Martins mora no Paraná e está proibido de sair do Estado sem autorização da Justiça. Ele pode circular livremente apenas dentro da cidade onde vive, desde que respeite o recolhimento noturno e use tornozeleira eletrônica. Ao pedir a revisão das restrições, a defesa de Martins argumentou que a limitação imposta por Moraes era mais dura do que as regras atuais. Segundo os advogados, "a restrição é desproporcional, porque seria mais severa do que sua condição atual". Mesmo assim, o STF manteve as limitações. A presença de Martins no julgamento foi autorizada apenas por entender que ele tem direito de se defender pessoalmente, mas sem abrir espaço para atividades fora desse contexto.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moraes-mantem-restricao-de-circulacao-a-ex-assessor-de-bolsonaro-durante-julgamento-no-stf-1
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