Atlas: sem Flávio, bolsonaristas migram para Marçal e Zema
Pesquisa testou opções de segundo voto; apesar de estar inelegível, empresário é a principal opção caso senador não concorra, seguido do ex-governador
Victor Schneider
Pablo Marçal e Flávio Bolsonaro; empresário é candidato a presidente, mas está inelegível | Reprodução
Um recorte da pesquisa Atlas/Bloomberg divulgado nesta segunda-feira (31) mostra que um terço dos eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem no empresário Pablo Marçal (PRTB) sua segunda opção de voto – apesar de Marçal estar inelegível e com o registro de candidatura sub judice. Outros 28% se inclinam na direção do ex-governador Romeu Zema (Novo), e 15% para Ronaldo Caiado (PSD).
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Apesar de ter crescido seis pontos e chegado a 7,8% na pesquisa para presidente, o escritor Augusto Cury (Avante) teria pouco teto para crescer entre os bolsonaristas, com só 8% o citando como um plano B a Flávio.
Já o eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostra maior intransigência em escolher outra opção: 39% votariam em branco ou nulo se não fosse para reeleger o petista a um quarto mandato, com outros 15% sem saber dizer. Samara Martins (UP), com esses mesmos 15%, e Cury, com 13%, são os candidatos com as melhores chances de atrair os lulistas.
Outro com boa margem de fidelidade é Renan Santos (Missão), de quem 33% dos eleitores descartariam o voto com sua ausência. Se fosse para escolher alguém, o público de Renan diz preferir Caiado (26%) ou Cury (19%).
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Autêntico outsider na disputa deste ano, o escritor e psiquiatra tem eleitorado mais divido em relação a um voto alternativo: 23% vão para Flávio, 15% para Lula, 13% para Marçal e 11% para Renan.
A grande maioria de quem hoje declara voto em Zema – só 1%, conforme a Atlas – e em Marçal (1,9%) votará em Flávio sem os dois candidatos. Já o público de Caiado vai praticamente todo para Zema (73%).
O recorte traz um indicativo da dificuldade que Lula terá em caso de segundo turno diante do pouco espaço para buscar alianças com os demais candidatos. No primeiro turno, o petista apareceu com 43,4% das intenções de voto, contra 33,7% de Flávio. Já no confronto direto de segundo turno, o petista tem 47,1% e o senador, 42,6%.
A pesquisa Atlas/Bloomberg foi respondida por 5.014 pessoas de 25 e 30 de agosto de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07972/2026.
Atlas: sem Flávio, bolsonaristas migram para Marçal e ZemaPesquisa testou opções de segundo voto; apesar de estar inelegível, empresário é a principal opção caso senador não concorra, seguido do ex-governador
Eleições2026-08-31T23:03:22.794ZUm recorte da pesquisa Atlas/Bloomberg divulgado nesta segunda-feira (31) mostra que um terço dos eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem no empresário Pablo Marçal (PRTB) sua segunda opção de voto – apesar de e com o registro de candidatura sub judice. Outros 28% se inclinam na direção do ex-governador Romeu Zema (Novo), e 15% para Ronaldo Caiado (PSD). Apesar de ter crescido seis pontos e chegado a 7,8% na pesquisa para presidente, o escritor Augusto Cury (Avante) teria pouco teto para crescer entre os bolsonaristas, com só 8% o citando como um plano B a Flávio. Já o eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostra maior intransigência em escolher outra opção: 39% votariam em branco ou nulo se não fosse para reeleger o petista a um quarto mandato, com outros 15% sem saber dizer. Samara Martins (UP), com esses mesmos 15%, e Cury, com 13%, são os candidatos com as melhores chances de atrair os lulistas. Outro com boa margem de fidelidade é Renan Santos (Missão), de quem 33% dos eleitores descartariam o voto com sua ausência. Se fosse para escolher alguém, o público de Renan diz preferir Caiado (26%) ou Cury (19%). Autêntico outsider na disputa deste ano, o escritor e psiquiatra tem eleitorado mais divido em relação a um voto alternativo: 23% vão para Flávio, 15% para Lula, 13% para Marçal e 11% para Renan. A grande maioria de quem hoje declara voto em Zema – só 1%, conforme a Atlas – e em Marçal (1,9%) votará em Flávio sem os dois candidatos. Já o público de Caiado vai praticamente todo para Zema (73%). O recorte traz um indicativo da dificuldade que Lula terá em caso de segundo turno diante do pouco espaço para buscar alianças com os demais candidatos. No primeiro turno, o petista apareceu com 43,4% das intenções de voto, contra 33,7% de Flávio. Já no confronto direto de segundo turno, o petista tem 47,1% e o senador, 42,6%. A pesquisa Atlas/Bloomberg foi respondida por 5.014 pessoas de 25 e 30 de agosto de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07972/2026.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/atlas-sem-flavio-bolsonaristas-migram-para-marcal-e-zema
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