Ministro de Portos diz que "controle de preços" não funciona com companhias aéreas
Governo anunciou pacote de medidas para conter impacto da alta do querosene de aviação nas passagens





Emanuelle Menezes
Hariane Bittencourt
Victoria Abel
Eduardo Gayer
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, declarou nesta terça-feira (7) que uma política de controle de preços não funcionaria para conter a alta no preço das passagens aéreas. O governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir o impacto do aumento do querosene de aviação que, entre outras ações, zera o imposto sobre o produto.
"Controle com relação ao preço não funciona no mercado", disse. "Políticas públicas incisivas, como na Colômbia e Bolívia, com mercados mais fechados, o que temos na prática? Uma menor competitividade e tarifas mais altas. Essa é a realidade do mercado", completou Franca ao SBT News.
Segundo o ministro, o setor da aviação civil tem uma alta volatilidade. "É um setor muito dependente do câmbio, qualquer choque externo mais drástico traz um efeito concreto", disse. As medidas anunciadas têm o objetivo, de acordo com Franca, de reduzir os impactos e "não mudar a rota de crescimento do acesso do brasileiro ao transporte aéreo".
O governo anunciou na segunda-feira (6) a criação de linhas de crédito de até R$ 9 bilhões via BNDES voltadas à reestruturação financeira e do capital de giro das companhias aéreas. A isenção de PIS/Cofins, ou seja, zero imposto sobre o querosene de aviação, será equivalente a uma economia de R$ 0,07 por litro de combustível.
Além disso, haverá uma extensão até dezembro do prazo de pagamento de tarifas de navegação aérea de abril, maio e junho.
Outra medida será a criação de um mecanismo para suavizar os efeitos de oscilações internacionais nos preços dos combustíveis, exigindo que agentes beneficiados pelas subvenções adotem práticas de estabilização.








