Mendonça pede esclarecimentos sobre doações em ano eleitoral
Governo e Congresso terão cinco dias para explicar dispositivo da LDO que libera determinadas doações públicas durante o período
Jessica Cardoso
02/07/2026, 22:06 • Atualizado em 02/07/2026, 22:06
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O ministro do STF André Mendonça | Luiz Silveira/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (2) que o governo federal e o Congresso Nacional prestem esclarecimentos sobre uma regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que flexibiliza restrições a doações públicas em ano eleitoral.
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Mendonça deu prazo de cinco dias para que a Presidência da República e a Presidência do Congresso se manifestem. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão três dias para fazerem o mesmo. O ministro ainda não analisou o pedido de suspensão da regra.
A ação contesta o artigo 95 da LDO de 2026. A norma estabelece que a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública não será considerada irregular em período eleitoral quando houver alguma contrapartida ou obrigação para quem recebe o benefício.
O tema envolve uma das restrições previstas na Lei das Eleições. Pela legislação, órgãos públicos ficam proibidos, nos meses que antecedem a votação, de distribuir gratuitamente bens e benefícios que possam influenciar a disputa eleitoral.
O artigo aprovado pelo Congresso cria uma exceção para os casos em que a pessoa ou entidade que recebe o benefício tenha de cumprir alguma obrigação em troca.
Na ação, o Partido Novo afirma que a regra altera normas eleitorais em pleno ano de eleição e pode gerar desequilíbrio na disputa entre candidatos.
A legenda também argumenta que a simples exigência de uma contrapartida não impede o uso eleitoral dessas doações e pode servir como mecanismo para contornar as restrições previstas na Lei das Eleições.
Mendonça pede esclarecimentos sobre doações em ano eleitoralGoverno e Congresso terão cinco dias para explicar dispositivo da LDO que libera determinadas doações públicas durante o períodoPolítica2026-07-02T22:06:04.523ZO ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (2) que o governo federal e o Congresso Nacional prestem esclarecimentos sobre uma regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que flexibiliza restrições a doações públicas em ano eleitoral. A medida foi tomada no âmbito de uma na quarta-feira (1º), que pede a suspensão da norma. Mendonça deu prazo de cinco dias para que a Presidência da República e a Presidência do Congresso se manifestem. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão três dias para fazerem o mesmo. O ministro ainda não analisou o pedido de suspensão da regra. A ação contesta o artigo 95 da LDO de 2026. A norma estabelece que a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública não será considerada irregular em período eleitoral quando houver alguma contrapartida ou obrigação para quem recebe o benefício. O tema envolve uma das restrições previstas na Lei das Eleições. Pela legislação, órgãos públicos ficam proibidos, nos meses que antecedem a votação, de distribuir gratuitamente bens e benefícios que possam influenciar a disputa eleitoral. O artigo aprovado pelo Congresso cria uma exceção para os casos em que a pessoa ou entidade que recebe o benefício tenha de cumprir alguma obrigação em troca. Na ação, o Partido Novo afirma que a regra altera normas eleitorais em pleno ano de eleição e pode gerar desequilíbrio na disputa entre candidatos. A legenda também argumenta que a simples exigência de uma contrapartida não impede o uso eleitoral dessas doações e pode servir como mecanismo para contornar as restrições previstas na Lei das Eleições.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/mendonca-pede-esclarecimentos-sobre-doacoes-em-ano-eleitoral
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