Política

Marcelo Castro: Ciro Nogueira perdeu por não apoiar Lula

Senador reeleito no Piauí disse que colega de Casa fez um trabalho no Congresso, mas que ida ao palanque de Bolsonaro tirou sua chance de um novo mandato

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Ighor Nóbrega, Nathalia Fruet
Marcelo Castro (MDB) foi reeleito para segundo mandato como senador pelo Piauí | Geraldo Magela/Agência Senado

Marcelo Castro (MDB) foi reeleito para segundo mandato como senador pelo Piauí | Geraldo Magela/Agência Senado

O senador reeleito no Piauí Marcelo Castro (MDB) disse nesta segunda-feira (5) que a derrota do também senador Ciro Nogueira (PP) nas urnas se deve à saída do parlamentar do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Castro, nenhum governador ou senador eleito no estado assim o fez sem apoiar o líder petista na campanha. E lembrou que, quando Ciro foi eleito senador em 2010 e em 2018, ele esteve no palanque do PT.

Nas eleições deste ano, Ciro Nogueira apoiou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Ciro foi ministro no governo do pai do presidenciável, Jair Bolsonaro.

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“Aqui no Piauí, de 2002 para cá ninguém se elegeu governador ou senador sem que estivesse no palanque do presidente Lula. Então acho que o fator mais importante aqui no Piauí para receber o voto é estar ao lado de Lula. As outras duas vezes que o Ciro Nogueira foi eleito ele estava no nosso palanque, mas depois de 2018 ele ficou ao lado de Bolsonaro, É um direito dele, a gente respeita. E o Ciro foi um bom senador, fez um bom trabalho e trouxe muito recurso para o estado”, declarou Marcelo Castro em entrevista ao programa News Manhã, do SBT News.

Marcelo Castro foi o senador mais votado no Piauí nas eleições deste domingo (4), conquistando seu segundo mandato consecutivo na Casa Alta do Congresso. Ele recebeu 35,67% dos votos válidos.

A segunda cadeira ao Senado foi vencida pelo deputado federal Júlio César (PSD), que obteve 26,98% dos votos. Ciro ficou em terceiro lugar com 24,68% e deixará o Congresso após 32 anos: 16 de Senado e 16 de Câmara.

No cenário nacional, Castro disse que o objetivo agora é trabalhar pela reeleição de Lula. Para isso, ele defende a ida do atual presidente a todos os debates do segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

A estratégia, segundo o senador, é apresentar a melhora da economia e comparar os indicadores com os do governo anterior, de Bolsonaro.

“Estou defendo internamente que o presidente Lula vá a todos os debates. Que faça uma comparação de maneira muito clara de seu governo com o governo anterior, mostrando o quanto o Brasil está crescendo, progredindo e prosperando e quanto regrediu no governo passado. Na hora que essa distinção ficar bem clara na cabeça do eleitor, eu não tenho a menor dúvida que o povo brasileiro vai dar o quarto mandato para o presidente Lula", afirmou.

Lula teve 45,16% dos votos válidos no primeiro turno realizado ontem. Ficou atrás de Flávio Bolsonaro, com 47,03%. A disputa vai agora ao segundo turno. Se Lula vencer nas urnas, concretizaria a primeira virada na disputa ao Palácio do Planalto.

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