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Lula toma vacina da influenza ao lado de Nísia e Zé Gotinha: “não vira jacaré”

Presidente participou de coletiva com ministra da Saúde e anunciou ampliação na contratação de especialistas para o SUS

Lula toma vacina da influenza ao lado de Nísia e Zé Gotinha: “não vira jacaré”
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Lula afirmou que tomou a vacina durante o evento público para "incentivar" a imunização dos brasileiros e que quem tomar “não vira jacaré”, uma referência a uma fala do ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou em xeque a segurança da vacina contra a covid-19 durante a pandemia.

"Vou incentivar o povo brasileiro a tomar vacina outra vez. Tomar vacina não vira jacaré, ela evita de pegar doenças que podem matar as pessoas. Dizem que depois de uma certa idade você volta a ser criança. Eu vou tomar essa vacina aqui para incentivar todas as pessoas: brasileiros, homens e mulheres, adolescentes e crianças a não ter medo de tomar vacina. A vacina é uma garantia de que você vai estar prevenido de doenças que podem te levar a morrer", disse.

Lula também mencionou a reunião ministerial em que deu um recado para a ministra Nísia Trindade “falar grosso” quando tentarem pressioná-la em questões relacionadas ao Ministério da Saúde. A pasta é desejo do Centrão, que por vezes, faz pressão sobre Nísia para tentar derrubá-la do cargo.

Além disso, Lula questionou Nísia sobre a demora para reagir à crise nos hospitais federais no Rio de Janeiro a respeito da dengue.

"Outro dia, em uma reunião dos ministérios, eu disse para Nísia que ela tinha que falar grosso sobre a questão da saúde. Estava aquele problema dos hospitais do Rio de Janeiro. E a Nísia me respondeu: 'Presidente, eu não posso falar grosso porque eu sou mulher, eu falo manso'" [...] eu acho que a Nísia, falando manso do jeito que ela falou, eu posso até achar, Nísia, que as pessoas podem até não gostar de você, mas eu duvido que tenha alguém que não acredite em cada palavra que você fala", disse.

O presidente também disse a Nísia que ela fala “manso” não por ser mulher, mas pelo jeito da ministra de se comunicar “sem rompante” e sem passar entusiasmo “além do necessário”. “Você consegue falar com a alma e com a consciência das pessoas”, completou o presidente da República.

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O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (8) o Programa Mais Acesso a Especialistas. O objetivo é reduzir o tempo de espera por cirurgias, exames e tratamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do fortalecimento do SUS Digital, facilitando o acesso a informações e ampliando o potencial de atendimentos remotos. De acordo com a Saúde, 99,9% dos municípios brasileiros já aderiram ao SUS Digital.

Segundo Nísia, o SUS deve realizar 1 milhão de cirurgias por ano entre 2024 e 2026 com a implementação das novas medidas.

“Não vamos acabar com filas, até porque quando aumenta a oferta tem o crescimento da demanda. Trata-se de reduzir tempo de espera, as pessoas precisam ser tratadas com dignidade, o sistema tem que resolver os problemas de saúde”, afirmou a ministra.

Nísia também explicou que serviços públicos e privados atualmente, recebem recursos e são avaliados por fazerem procedimentos como consultas e exames, não pelo cuidado integral do paciente ou da conclusão do diagnóstico em tempo hábil. A partir de agora, segundo o ministério, serviços públicos e privados serão estimulados a ampliar a oferta para o SUS baseados nessa nova lógica.

“O sistema atual é focado em procedimentos. Uma consulta, um exame. Se precisar fazer outro exame, é mais um tempo. Ou seja, a orientação não é que o cidadão possa ter todo esse processo feito no tempo certo com o acompanhamento no seu prontuário e com o seu direito”, disse. “Hoje, esse sistema não tem nenhuma integração com os cuidados na Saúde da Família e essa integração vai ser base para esse processo”, avaliou Nísia.

“O atendimento será centrado na necessidade do paciente e não em procedimentos isolados. O paciente terá acesso a cuidados integrados, incluindo todos os exames e consultas necessários. Haverá uma redução do tempo de espera, da quantidade de lugares que o paciente precisa ir, além da ampliação do uso de telessaúde como suporte para todo esse processo”, concluiu a ministra.

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