Lula se volta a MG e terá conversa decisiva com Pacheco após sacramentar Haddad em SP
Petista busca resolver agora último palanque em aberto nos maiores colégios eleitorais do país


Ranier Bragon
Com a definição da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, o presidente Lula (PT) volta suas atenções eleitorais para Minas Gerais e terá uma conversa decisiva com Rodrigo Pacheco (PSD) para acertar a candidatura do ex-presidente do Senado ao governo do estado.
Com isso, o petista sacramentaria os seus palanques de apoio nos três estados mais populosos da federação: Haddad em São Paulo, Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro e Pacheco em Minas.
Por ora, o destino provável de Pacheco é o União Brasil, costura que tem sido chancelada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já que o PSD abriga a candidatura do nome de Romeu Zema (Novo) na disputa: o seu vice, Mateus Simões.
Simões diz que irá apoiar a candidatura presidencial de Zema, mas deve conduzir uma candidatura simpática a Flávio Bolsonaro (PL).
O comando do União Brasil em Minas já foi assegurado a um aliado de Pacheco, o deputado federal Rodrigo de Castro.
O principal entrave à entrada do ex-presidente do Senado no partido e o respectivo anúncio de sua candidatura ao governo do estado é a possibilidade de que a federação União-PP apoie formalmente a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Os outros nomes cotados para a disputa em Minas são o do senador Cleitinho (Republicanos), do vereador Gabriel Azevedo (MDB) e do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
Levantamento do Paraná Pesquisas mostra Cleitinho liderando com ampla margem no principal cenário, com 45,6% das intenções de voto, seguido de Pacheco, com 18,4%. Simões vem em seguida com 8,7% e, depois, Azevedo, com 6,2%. Kalil no lugar de Pacheco pontua com 22,6% das intenções de voto.
Por ser o segundo maior colégio eleitoral do país e abrigar em seu território regiões com fortes características do Nordeste, São Paulo e Rio, Minas é considerada um termômetro da eleição presidencial. Desde a redemocratização, todos os candidatos que venceram no estado foram eleitos presidentes da República.
Aliados do governo Lula dizem avaliar que o melhor desempenho de Flávio nas pesquisas tem como uma das explicações a até agora ausência de candidatos aliados confirmados em São Paulo e Minas, os dois maiores colégios eleitorais do país.
Embora Flávio também esteja em um compasso de indefinição em Minas, já que não há confiança em Cleitinho --especula-se o nome de Flavio Roscoe, presidente da federação das indústrias do estado--, o estado é governado por Zema, opositor a Lula.
Flávio tem como candidato no Rio o secretário estadual Douglas Ruas (PL), em oposição ao amplo favoritismo de Eduardo Paes. Em São Paulo, seu palanque é o do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição e favorito nas pesquisas.







