Política

Com foco nas eleições, Lula prepara agenda internacional mais enxuta para 2026

Governo pretende reduzir deslocamentos ao exterior e manter apenas compromissos considerados estratégicos ou impossíveis de evitar

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Lula na Cúpula de Líderes do G20, na África do Sul, em novembro | Ricardo Stuckert/PR
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O governo Lula planeja uma agenda internacional bem mais curta para 2026. A avaliação interna é de que o ano eleitoral exige presença constante do presidente no país e que viagens longas, sem retorno político imediato, não fazem sentido nesse contexto. Por isso, a orientação é de enxugar, de forma estratégica, os deslocamentos ao exterior.

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Mesmo com a diretriz de redução, algumas viagens já estão no calendário. A primeira é a visita de Estado à Índia, prevista para fevereiro, dentro da estratégia de ampliar mercados e buscar alternativas ao impacto do tarifaço americano. Depois, em abril, Lula deve viajar à Alemanha, onde o Brasil será o país homenageado na Feira de Hannover, a maior exposição industrial do mundo.

Outros compromissos podem entrar, mas ainda dependem de confirmação. Um deles é o G7, que será realizado na França na segunda quinzena de junho. O Brasil ainda não recebeu convite, mas a avaliação dentro do governo é que a participação é provável. Outro é a Cúpula do Mercosul, prevista para acontecer no Paraguai. Já a ida à Assembleia Geral da ONU, em setembro, também está aberta: em 2010, quando concorreu à sucessão, Lula optou por não ir.

Donald Trump é prioridade

Fontes ouvidas pelo SBT News também consideram que encontros com forte impacto no debate interno podem ser incluídos, como uma eventual reunião com Donald Trump, caso o gesto político gere ganhos concretos nas negociações sobre tarifas ou sanções. Por outro lado, viagens a países com pouco peso imediato no contexto brasileiro devem ser evitadas.

No pós-eleição, independentemente do resultado, dois eventos já estão no horizonte diplomático: a reunião do G20 na Flórida e a COP31 na Turquia. Ambos são tratados como compromissos obrigatórios para qualquer governo, mas só ocorrerão após a disputa eleitoral. Até lá, o foco será manter Lula mais tempo no Brasil e fazer de 2026 um ano de agenda externa cirúrgica.

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