Política

Lula encerra agenda na Europa após visita a Portugal

Presidente também passou por Espanha e Alemanha, onde assinou novos acordos de cooperação

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou, na terça-feira (21), a viagem de cinco dias à Europa. O último compromisso da agenda política foi na cidade de Lisboa, em Portugal, onde o líder brasileiro se encontrou com o primeiro-ministro português Luís Montenegro.

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A visita ocorreu em meio ao endurecimento das regras portuguesas para imigração. Apesar de o país vir dificultando a concessão de visto de trabalho e o acesso à cidadania, Lula exaltou a relação bilateral entre as nações e defendeu Portugal como a "porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros" na União Europeia (UE).

Ao comentar sobre a parceria, o presidente destacou o acordo de livre comércio Mercosul-UE e destacou a atuação de empresas brasileiras em território português, como a Embraer. “A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está aqui ajudando a construir coisas em Portugal”, disse, acrescentando que outras companhias podem seguir o mesmo caminho.

Antes de deixar o país, Lula e Montenegro avançaram na agenda de cooperação em setores estratégicos, com destaque para a indústria aeronáutica, ciência, tecnologia e inovação. As áreas foram tratadas como prioritárias para o aprofundamento das relações bilaterais, com foco na geração de empregos, no desenvolvimento tecnológico e na ampliação da capacidade produtiva conjunta.

Portugal foi o terceiro destino de Lula na Europa. Antes, o presidente passou pela Espanha, onde assinou 15 acordos de cooperação em áreas como minerais críticos, economia social, cultura, ciência e tecnologia. O mesmo ocorreu na Alemanha, onde o petista firmou novos acordos bilaterais de defesa, tecnologias, pesquisa climática e mobilidade sustentável e inovação.

Críticas a Trump e reforma na ONU

Enquanto esteve na Europa, Lula subiu o tom nas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmando sua posição contrária aos ataques na Venezuela, que resultaram na captura do ditador Nicolás Maduro, à guerra no Irã e à possível intervenção em Cuba. O presidente ainda criticou a intenção de Trump de proibir a ida do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, à cúpula do G20.

Nas declarações, Lula também voltou a defender a urgência de reformas "ambiciosas e céleres" nas instituições de governança global para ampliar a representação de países em desenvolvimento. Em especial, citou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), classificando os membros permanentes (China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos) como “senhoras de guerra”.

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