Política

Lula diz que Trump virou amigo após um pouco de conversa: "Não queremos guerra no continente"

Presidente cita possibilidade de novo diálogo com mandatário dos EUA antes do Natal para saber como Brasil pode ajudar a reduzir tensões com a Venezuela

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Caio Aquino, Eduardo Gayer
18/12/2025, 16:43 • Atualizado em 18/12/2025, 16:54
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Presidente Lula durante reunião com presidente dos EUA, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia | Reuters/Evelyn Hockstein

Presidente Lula durante reunião com presidente dos EUA, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia | Reuters/Evelyn Hockstein

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que mantém uma relação de diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que não existe qualquer clima de confronto entre os dois países. Em discurso nesta quinta-feira (18), Lula declarou que Trump "virou amigo" e reforçou que a diplomacia deve prevalecer sobre ameaças de guerra.

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Segundo o presidente brasileiro, não há razão para disputas entre líderes experientes. "Todos vocês pensaram que eu ia entrar em guerra com Trump. Trump virou meu amigo. Um pouco de conversa. Dois homens de 80 anos de idade, não tem porque brigar", afirmou Lula, ao destacar que contatos com mandatário norte-americano têm ocorrido de forma direta e respeitosa.

Para ele, o entendimento entre os países deve ser construído por meio da diplomacia, não pelo uso da força. "O poder da palavra é mais forte que qualquer arma", disse.

Lula também ressaltou a preocupação do Brasil com a estabilidade internacional e com a América do Sul. Segundo o presidente, o país tem responsabilidade histórica na defesa da paz no continente e acompanha com atenção declarações e tensões que surgem diariamente no noticiário internacional. Ele afirmou que trabalha para evitar qualquer tipo de conflito armado na região.

O presidente revelou ainda que pode voltar a conversar com Trump antes do Natal, visando contribuir para soluções diplomáticas e evitar uma escalada de tensões. A intenção, segundo Lula, é buscar acordos e não alimentar confrontos que poderiam trazer consequências para a região.

Na mesma entrevista coletiva à imprensa, Lula contou que também conversou longamente com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e levou a mesma mensagem aos Estados Unidos: a de que a América do Sul deve ser tratada como uma zona de paz. Ele afirmou que conflitos não se resolvem "dando tiro", mas sim com diálogo e negociação.

"Não queremos uma guerra aqui no nosso continente, então foi isso que aconteceu. Todo dia tem uma ameaça no jornal e nós estamos preocupados. O Brasil demonstra preocupação porque tem muita responsabilidade aqui na América do Sul. Estou pensando, antes do Natal, possivelmente tenha que conversar com o presidente Trump outra vez para saber o que é possível o Brasil contribuir para que a gente tenha um acordo e não uma guerra fratricida."

Ao comentar possíveis interesses por trás de disputas internacionais, Lula disse não ver justificativa clara para guerras e levantou questionamentos sobre motivações econômicas, como petróleo e minerais estratégicos. Para o presidente, a saída está em reunir as partes à mesa e buscar soluções políticas, evitando qualquer tipo de confronto militar.

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