Política

Lula diz que pediu a Trump prisão de empresário brasileiro "maior devedor do país" que mora em Miami

Combate ao crime organizado foi levantado em telefonema recente entre Lula e Trump após operação policial contra a refinaria privada Refit

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Reuters
09/12/2025, 17:26 • Atualizado em 09/12/2025, 17:26
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Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (9) que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, caso os EUA queiram ajudar no combate ao crime organizado no Brasil, podem prender um empresário que mora em Miami apontado como o maior devedor do país, e que Lula classificou como "um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro".

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Em discurso durante evento do governo no Palácio do Planalto, Lula disse que se colocou à disposição de Trump para colaborar no combate ao crime organizado, e classificou a segurança pública como o problema mais grave do Brasil atualmente.

"Liguei para o presidente Trump e disse a ele que se ele quiser enfrentar o crime organizado, nós estamos à disposição, e mandei para ele no mesmo dia a proposta do que nós queremos fazer", disse Lula.

"Disse para ele, inclusive, que um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, que é o maior devedor deste país, que é importador de combustível, mora em Miami. Então, se quiser ajudar, vamos ajudar prendendo logo esse aí", acrescentou Lula, sem citar nomes.

O combate ao crime organizado foi levantado em telefonema recente entre Lula e Trump na esteira de uma operação deflagrada pelas autoridades brasileiras contra a refinaria privada Refit, em que a Receita Federal apontou operações irregulares com empresas constituídas no Estado norte-americano de Delaware, que permite a criação de empresas com anonimato e sem tributação local, desde que não gerem renda em território norte-americano.

Segundo a Receita, essas entidades são comumente associadas à lavagem de dinheiro ou blindagem patrimonial.

Na época da operação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que ele e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, haviam sugerido a Lula que buscasse cooperação com autoridades dos EUA para combater a lavagem de dinheiro.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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