Escassez de míssil explica EUA adiar ataque ao Irã, diz NYT
Após alertas sobre a falta de interceptores, pela primeira vez em duas semanas, os Estados Unidos não anunciaram ações contra o Oriente Médio neste sábado (25)
André Barbeiro
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. | REUTERS/Evelyn Hockstein
A escassez de mísseis interceptadores Patriot e de outros sistemas de defesa aérea do Pentágono levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a adiar, pelo menos temporariamente, os planos de ampliar a ofensiva militar contra o Irã. A informação foi publicada pelo The New York Times, que atribui a decisão à preocupação do governo americano com a capacidade de proteger tropas e bases instaladas no Oriente Médio em caso de uma resposta iraniana.
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De acordo com o jornal, Trump discutiu o cenário em uma reunião realizada nesta sexta-feira (24) com integrantes do alto escalão da Casa Branca e comandantes militares. Embora o presidente tenha afirmado publicamente que todas as opções seguem sobre a mesa, assessores avaliaram que uma nova fase da guerra poderia esgotar ainda mais os estoques de interceptores Patriot, considerados fundamentais para conter ataques de mísseis e drones.
Segundo autoridades ouvidas pelo The New York Times, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, alertou reservadamente que uma nova campanha de bombardeios seria militarmente possível, mas reduziria os estoques de interceptores a níveis considerados perigosos para o Comando Central (Centcom), responsável pelas operações americanas no Oriente Médio.
O jornal lembra que o Pentágono já havia consumido mais de 1.200 interceptores Patriot até o fim de abril, cada um avaliado em mais de US$ 4 milhões (cerca de R$ 20 milhões, na cotação atual). Desde então, segundo fontes militares, a situação dos estoques se deteriorou ainda mais.
Risco de escalada e pressão por diplomacia
Além das limitações militares, de acordo com o The New York Times, integrantes do governo Trump avaliam que uma ofensiva em larga escala poderia desencadear consequências mais amplas. Entre as preocupações estão uma guerra regional de maiores proporções, ataques contra aliados americanos no Golfo, alta dos preços da energia, impactos sobre a economia global e o agravamento da crise humanitária no Oriente Médio.
Antes da mudança de estratégia, o Pentágono preparava uma campanha de bombardeios contra radares costeiros, lançadores de mísseis antinavio, embarcações militares iranianas e outras estruturas consideradas estratégicas para os ataques no Estreito de Ormuz. Também estavam em estudo ofensivas contra instalações energéticas e complexos nucleares do país.
Nos bastidores, porém, cresce a avaliação de que ampliar os bombardeios poderia produzir o efeito contrário ao esperado. Um funcionário americano ouvido pelo jornal afirmou que os ataques têm fortalecido a coesão interna do regime iraniano, reduzindo as chances de Teerã retornar à mesa de negociações.
Enquanto isso, parte dos conselheiros de Trump, entre eles Jared Kushner, seu genro, defende manter a estratégia de pressão econômica e buscar uma solução diplomática.
Paralelamente, os Estados Unidos seguem ampliando as sanções contra o Irã. O Departamento do Tesouro anunciou novas restrições contra nove empresas e quatro pessoas ligadas à rede empresarial do financista iraniano Babak Zanjani.
Escassez de míssil explica EUA adiar ataque ao Irã, diz NYTApós alertas sobre a falta de interceptores, pela primeira vez em duas semanas, os Estados Unidos não anunciaram ações contra o Oriente Médio neste sábado (25)Mundo2026-07-26T00:33:53.981ZA escassez de mísseis interceptadores Patriot e de outros sistemas de defesa aérea do Pentágono levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a adiar, pelo menos temporariamente, os . A informação foi publicada pelo The New York Times, que atribui a decisão à preocupação do governo americano com a capacidade de proteger tropas e bases instaladas no Oriente Médio em caso de uma resposta iraniana. De acordo com o jornal, Trump discutiu o cenário em uma reunião realizada nesta sexta-feira (24) com integrantes do alto escalão da Casa Branca e comandantes militares. Embora o presidente tenha afirmado publicamente que todas as opções seguem sobre a mesa, assessores avaliaram que uma nova fase da guerra poderia esgotar ainda mais os estoques de interceptores Patriot, considerados fundamentais para conter ataques de mísseis e drones. A avaliação ocorre em meio à guerra iniciada há quase cinco meses entre Estados Unidos e Irã e após duas semanas marcadas por intensos bombardeios. No sábado (25), pela primeira vez desde o início da escalada recente, os . Estoques de defesa preocupam Pentágono Segundo autoridades ouvidas pelo The New York Times, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, alertou reservadamente que uma nova campanha de bombardeios seria militarmente possível, mas reduziria os estoques de interceptores a níveis considerados perigosos para o Comando Central (Centcom), responsável pelas operações americanas no Oriente Médio. A . Segundo um alto funcionário do governo, um míssil balístico conseguiu ultrapassar as defesas aéreas americanas durante uma ofensiva iraniana com mísseis e drones, reforçando o temor de que os sistemas atuais possam não ser suficientes caso o conflito se intensifique. O jornal lembra que o Pentágono já havia consumido mais de 1.200 interceptores Patriot até o fim de abril, cada um avaliado em mais de US$ 4 milhões (cerca de R$ 20 milhões, na cotação atual). Desde então, segundo fontes militares, a situação dos estoques se deteriorou ainda mais. Risco de escalada e pressão por diplomacia Além das limitações militares, de acordo com o The New York Times, integrantes do governo Trump avaliam que uma ofensiva em larga escala poderia desencadear consequências mais amplas. Entre as preocupações estão uma guerra regional de maiores proporções, ataques contra aliados americanos no Golfo, alta dos preços da energia, impactos sobre a economia global e o agravamento da crise humanitária no Oriente Médio. Na sexta-feira, , mas indicou que ainda vê espaço para negociações. "Estamos prontos para o combate. Estamos prontos para agir, mas estamos conversando com eles. Talvez haja um ponto de inflexão", declarou. Antes da mudança de estratégia, o Pentágono preparava uma campanha de bombardeios contra radares costeiros, lançadores de mísseis antinavio, embarcações militares iranianas e outras estruturas consideradas estratégicas para os ataques no Estreito de Ormuz. Também estavam em estudo ofensivas contra instalações energéticas e complexos nucleares do país. Nos bastidores, porém, cresce a avaliação de que ampliar os bombardeios poderia produzir o efeito contrário ao esperado. Um funcionário americano ouvido pelo jornal afirmou que os ataques têm fortalecido a coesão interna do regime iraniano, reduzindo as chances de Teerã retornar à mesa de negociações. Enquanto isso, parte dos conselheiros de Trump, entre eles Jared Kushner, seu genro, defende manter a estratégia de pressão econômica e buscar uma solução diplomática. Paralelamente, os Estados Unidos seguem ampliando as sanções contra o Irã. O Departamento do Tesouro anunciou novas restrições contra nove empresas e quatro pessoas ligadas à rede empresarial do financista iraniano Babak Zanjani.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/escassez-de-missil-explica-eua-adiar-ataque-ao-ira-diz-nyt
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