Política

Em pré-campanha, Lula promete medidas para conter endividamento dos brasileiros

Taxa bateu recorde em fevereiro e agora atinge mais de 80% da população; Durigan assumiu MInistério da Fazenda há uma semana

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Ricardo Stcukert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (26) que pediu ao novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que elabore um plano econômico para minimizar o impacto do endividamento da população. A taxa de endividados subiu para 80,2% em fevereiro e bateu o recorde da série histórica iniciada em 2010.

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“Pedi ao meu ministro da Fazenda para resolver o problema da dívida das pessoas. Eu não quero que as pessoas deixem de se endividar para ter coisas novas na vida, o que queremos é ver como facilitar o pagamento daquilo que vocês devem”, afirmou Lula.

Lula deu a declaração durante uma visita à fábrica da CAOA-S em Anápolis (GO). Estava ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Dario Durigan, substituto de Fernando Haddad, que deixou a Fazenda na semana passada para concorrer ao Governo de São Paulo.

O presidente disse que o problema de endividamento se dá apesar do que ele considera um bom momento da economia no país. Ele citou a mínima histórica de desemprego e os bons índices de trabalho formal, inflação acumulada, produção agrícola e exportações.

“Tudo isso está crescendo com um problema sério. Temos um clima de desconfiança na sociedade: a economia está bem, mas temos a sociedade um pouco endividada”, completou.

A fala ocorre em meio ao ambiente de pré-campanha, com o governo buscando dar ênfase a medidas de impacto direto no bolso do eleitor. A expectativa no Palácio do Planalto é que propostas voltadas ao crédito e à renegociação de dívidas ganhem espaço na agenda econômica nos próximos meses.

Carro novo

Lula disse que nem todo endividamento é negativo. Segundo o presidente, a compra de uma casa nova ou um carro para trabalhar “são importantes para as pessoas crescerem” e são patrimônios que trarão retorno financeiro. Contudo, ele alertou para que as pessoas não deixem as dívidas e prestações ultrapassarem seus salários. “Se for maior que o dinheiro que sobra, estamos lascados”, afirmou.

O chefe do Executivo federal também declarou que a facilidade de novos métodos de pagamento contribuem para o endividamento desenfreado. Citou o Pix, cartão de crédito e os celulares. Lula disse que o celular está transformando as pessoas em algoritmos e estimulam o consumismo da população.

“As pessoas não conseguem mais viver sem o celular. Paga conta, faz compra, entra no Mercado Livre, compra programa de TV, aluga filme. São 50 reais ali, 30 aqui, 40 lá… Parece q não é nada, mas chega no final do mês e a somatória desses pouquinhos vira grande e a gente fica zangado”, afirmou Lula.

“Aí quem vocês xingam? O governo. [...] Tudo que dá errado é culpa do governo”, brincou o presidente.

Preço dos combustíveis

Lula voltou a criticar a escalada da guerra no Irã e reclamou dos impactos causados no Brasil. Ele disse que o governo não vai deixar que o conflito chegue na mesa dos brasileiros, relembrou as medidas do governo para mitigar a alta do diesel e condenou a alta dos preços dos combustíveis nos postos “para tirar proveito dos caminhoneiros”.

“O Irã está a 15.000 quilômetros do Brasil. Por que a guerra vai sobrar aqui?”, esbravejou Lula.

“Mesmo assim, tem malandro aumentando o preço da gasolina no posto, o que não tem nada a ver com a guerra porque a gasolina não foi aumentada. E tem gente aumentando o diesel mesmo a gente falando para não aumentar”, completou.

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