Lula: Brasil não vai ceder a pressões para privatizar o Pix
Presidente diz que há interesse de multinacionais na ferramenta de pagamentos "que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros"

Lula (PT) discursa na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (22), em discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que o Brasil não vai "ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix".
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O mandatário também classificou a ferramenta como "uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros".
O Pix foi mencionado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) como uma das justificativas para impor tarifas adicionais de 25% sobre exportações brasileiras. A ferramenta, na visão do governo dos EUA, figura entre práticas de concorrência consideradas desleais contra a economia norte-americana.
As falas de Lula em defesa do Pix ocorreram durante trecho do discurso em que fez críticas às bets.
O petista disse que "a indústria bilionária" de apostas esportivas online "transforma o vício em lucro" e avisou que "o Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio", em referência à medida provisória (MP) que o governo federal deve editar para restringir esse mercado.
Em outras declarações sobre economia, o mandatário sugeriu que a "Organização Mundial do Comércio respira por aparelhos" e citou "consequências nefastas" quando "governos capitulam frente aos que usam tarifas como armas de coerção e chantagem".
"Apostamos na melhoria da produtividade, na ampliação do crédito e na construção de uma rede robusta de proteção social. O Brasil voltou a crescer de modo sustentado. Somos o terceiro maior destino de investimento estrangeiro direto. Apesar do tarifaço contra nossa economia, este ano bateremos novo recorde de exportações", afirmou.
Além da taxa de 25%, os EUA impuseram ao Brasil, a partir de julho, uma tarifa adicional de 12,5% a países que supostamente não proíbem e deixam de fiscalizar importação de produtos feitos a partir do trabalho forçado.














