Política

Bets transformam vício em lucro, diz Lula na ONU

Em referência à medida provisória que governo deve editar para restringir apostas, presidente afirma que "o Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio"

F
Felipe Moraes
Presidente Lula (PT) fala na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula (PT) fala na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para fazer críticas às bets. O mandatário afirmou que "a indústria bilionária" de apostas esportivas online "transforma o vício em lucro" e avisou que "o Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio".

📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.

Citando o papa Leão XIV, Lula alertou que "as decisões sobre tecnologia nunca devem ser separadas da consciência e da responsabilidade". "Empresas que conhecem os riscos de seus produtos transferem para as famílias a impossível tarefa de enfrentar os algoritmos", lamentou.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover
"A indústria bilionária das bets transforma o vício em lucro. Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo lares. O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio", classificou o petista, em referência à medida provisória (MP) a ser publicada para restringir a atuação de plataformas de apostas no país.

Segundo apuração do colunista Túlio Amâncio, do SBT News, o governo avalia a proibição de cassinos online, a exemplo do "Jogo do Tigrinho", como meio-termo entre manter o mercado regulado como está ou vetar completamente todo tipo de aposta online. A decisão final caberá a Lula.

Os comentários do petista na ONU sobre bets ocorreram durante trecho do discurso em que fez apelo pela necessidade de regulamentação das big techs e da inteligência artificial. O presidente declarou que "seria uma omissão histórica imperdoável não enfrentar" esse desafio de impor regras às redes sociais e à IA.

"Um punhado de tecno-oligarcas quer ressuscitar uma versão de neoliberalismo digital, sem regras nem transparência", disse.

Em outra alusão a feitos do governo, elogiou o ECA Digital, em vigor desde março — "uma das legislações mais avançadas do mundo para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital" — e falou que o governo trabalha para "assegurar a justa remuneração de artistas, músicos e criadores de conteúdo audiovisual".

Últimas notícias