Líder do governo reage a Moro sobre articulações da CPI: “Ele que trocou de partido”
Senador perdeu vaga em colegiado que votará pedido de indiciamento de ministros do STF; governo age em dobradinha com magistrados


Eduardo Gayer
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reagiu a falas do senador Sérgio Moro (PL-PR) sobre as articulações do Palácio do Planalto para mudar a composição da CPI do Crime Organizado e derrubar o relatório que pede o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um dos mais ativos integrantes do colegiado, Moro foi substituído nesta terça-feira (14) pelo senador Beto Faro (PT-PA), e falou em manobras da base governista para substituir parlamentares que votariam a favor do parecer do relator Alessandro Vieira (MDB-SE).
À coluna, Wagner respondeu que o governo “não manda na CPI” e que Moro só perdeu assento na CPI porque migrou do União Brasil para o PL. “Ele não trocou de partido? Então, pronto”, declarou o senador.
Moro integrava a CPI do Crime Organizado a partir do Bloco Parlamentar Democracia, na cota do União Brasil. A liderança do grupo - hoje nas mãos de Eduardo Braga (MDB-AM), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - aproveitou que o senador trocou o União pelo PL para retirá-lo da CPI.
O ex-juiz da Lava Jato mudou de partido para ser candidato a governador do Paraná. Em tese, o PL poderia indicá-lo à CPI do do Crime Organizado a partir do Bloco Parlamentar Vanguarda, do qual faz parte, mas a legenda já tem os titulares Marcos Rogério (PL-RO) e Magno Malta (PL-ES).









