Jaques Wagner diz que governo está disposto a negociar, mas defende que desoneração da folha é inconstitucional
Líder do governo no Senado defendeu movimento do Planalto que levou o caso para análise do Supremo Tribunal Federal (STF)
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Lis Cappi
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que o Executivo quer negociar o benefício tributário para a desoneração na folha de pagamento de setores e municípios. Em entrevista, nesta terça-feira (30), o político disse que a intenção é chegar a um consenso até 20 de maio, quando começa a Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
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“Vai ser feito um acordo na desoneração, vai ser feito acordo na questão dos municípios, o Ministério da Fazenda e o governo devem estar ultimando a proposta para os municípios, devem fazê-la antes da chamada marcha dos prefeitos. E a desoneração, pela mesma forma”, declarou Jaques Wagner. “O governo quer negociar e já está negociando com as entidades representativas dos municípios. Essa é uma demanda que é suprapartidária”, completou em outro momento.
O senador também defendeu o movimento do governo de levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), com avaliação de que a medida é inconstitucional, e repetiu discurso recente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que a prorrogação até 2027 pode afetar recursos da previdência.
“O problema, eu sempre digo isso, qual é o maior aqui? O rumo da Previdência. O rumo da Previdência é pagar mais do que arrecada. E cada hora, por isso que a PAC da Previdência não se pode mais bulir na arrecadação da Previdência. Por isso que é inconstitucional. Tanto uma coisa quanto outra”, defendeu.
Após as declarações, o senador seguiu para reunião com ministros e líderes no Palácio do Planalto. O encontro não contou com a presença do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pela discordância entre governo e Congresso.
Como está a desoneração
Atualmente, a prorrogação de benefícios tributários aos 17 setores e a municípios foi suspensa no STF. O julgamento do caso foi adiado, por pedido de mais tempo para análise do ministro Luiz Fux. Cinco outros ministros votaram para que a desoneração até 2027 fique sem valer, são eles: Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.
+ Senadora prevê correção de inflação aos R$ 15 bilhões em benefício ao setor de eventos
A judicialização do caso foi duramente criticada entre parlamentares e pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que entrou com recurso ao caso junto ao STF.
Tanto Câmara quanto Senado haviam aprovado, no ano passado, a continuidade do benefício por considerar dificuldade financeira de estados e a geração de empregos. Parlamentares também derrubaram veto de Lula ao projeto. Em 2024, houve movimentação para desmobilizar uma MP que tentava reonerar setores de forma gradual.
Jaques Wagner diz que governo está disposto a negociar, mas defende que desoneração da folha é inconstitucionalLíder do governo no Senado defendeu movimento do Planalto que levou o caso para análise do Supremo Tribunal Federal (STF)Política2024-04-30T19:53:03.906ZO líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que o Executivo quer negociar o benefício tributário para a desoneração na folha de pagamento de setores e municípios. Em entrevista, nesta terça-feira (30), o político disse que a intenção é chegar a um consenso até 20 de maio, quando começa a Marcha dos Prefeitos, em Brasília. “Vai ser feito um acordo na desoneração, vai ser feito acordo na questão dos municípios, o Ministério da Fazenda e o governo devem estar ultimando a proposta para os municípios, devem fazê-la antes da chamada marcha dos prefeitos. E a desoneração, pela mesma forma”, declarou Jaques Wagner. “O governo quer negociar e já está negociando com as entidades representativas dos municípios. Essa é uma demanda que é suprapartidária”, completou em outro momento. O senador também defendeu o movimento do governo de levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), com avaliação de que a medida é inconstitucional, e repetiu discurso recente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que a prorrogação até 2027 pode afetar recursos da previdência. “O problema, eu sempre digo isso, qual é o maior aqui? O rumo da Previdência. O rumo da Previdência é pagar mais do que arrecada. E cada hora, por isso que a PAC da Previdência não se pode mais bulir na arrecadação da Previdência. Por isso que é inconstitucional. Tanto uma coisa quanto outra”, defendeu. Após as declarações, o senador seguiu para reunião com ministros e líderes no Palácio do Planalto. O encontro não contou com a presença do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pela discordância entre governo e Congresso. Como está a desoneração Atualmente, a prorrogação de benefícios tributários aos 17 setores e a municípios foi suspensa no STF. O julgamento do caso foi adiado, por pedido de mais tempo para análise do ministro Luiz Fux. Cinco outros ministros votaram para que a desoneração até 2027 fique sem valer, são eles: Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. + Senadora prevê correção de inflação aos R$ 15 bilhões em benefício ao setor de eventos A judicialização do caso foi duramente criticada entre parlamentares e pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que entrou com recurso ao caso junto ao STF. Tanto Câmara quanto Senado haviam aprovado, no ano passado, a continuidade do benefício por considerar dificuldade financeira de estados e a geração de empregos. Parlamentares também derrubaram veto de Lula ao projeto. Em 2024, houve movimentação para desmobilizar uma MP que tentava reonerar setores de forma gradual. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/jaques-wagner-diz-que-governo-esta-disposto-a-negociar-mas-defende-que-desoneracao-da-folha-e-inconstitucional
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