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Itamaraty tem plano para retirar brasileiros do Irã pela fronteira se necessário, diz embaixador

Em entrevista ao SBT News, André Veras Guimarães falou sobre a situação em Teerã depois de ataque coordenado dos EUA e de Israel

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André Veras Guimarães
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O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, disse ao SBT News neste sábado (28) que o Itamaraty tem um plano para retirar brasileiros do país caso haja uma escalada militar na sequência do ataque coordenado pelos Estados Unidos e Israel pela manhã, no horário de Brasília.

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Com o espaço aéreo iraniano fechado, o embaixador disse que o posto brasileiro colheu experiência durante o conflito entre Israel e Irã em junho do ano passado ao transportar cidadãos do país pelas fronteiras da Turquia e da Armênia.

"Nós conhecemos bem, sabemos as rotas, e que não tem alvos que possam prejudicar o deslocamento", disse.

Guimarães destacou, porém, que a comunidade brasileira no Irã é pequena e majoritariamente formada por mulheres casadas e com filhos iranianos. Pela cultura patriarcial do país, essa condição dificulta a saída, já que os homens em idade militar precisam ficar de prontidão para o regime dos aiatolás.

Apesar dos ataques de mais cedo, o embaixador disse que a situação no início da tarde era "relativamente calma" no norte de Teerã, onde mora. Os ataques foram ao sul da capital, região que concentra a maior parte dos prédios governamentais.

Ainda assim, há apreensão com a possibilidade de escalada nas próximas horas. O embaixador recomendou que brasileiros com viagens programadas para o Oriente Médio recalculem suas rotas.

"É uma região que agora que acho que só se deve vir em caso de extrema necessidade. A nossa indicação é transferir [o voo], porque a situação é muito volátil e não sabemos o que pode acontecer em um futuro próximo", afirmou.

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