Ataques ao Irã matam 201 pessoas e deixam mais de 700 feridas, diz mídia iraniana
Ofensiva foi coordenada por EUA e Israel


SBT News
Os ataques coordenados pelos EUA e Israel contra o Irã deixaram 201 mortos e 747 feridos, informou a imprensa iraniana, com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelha. Ainda segundo a imprensa do Irã, os ataques atingiram 24 províncias.
As primeiras explosões das ofensivas foram registradas na capital Teerã. As cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah também foram atingidas. O Irã revidou e, além de Israel, atacou bases norte-americanas em países do Oriente Médio.
Conforme o jornal Times of Israel, os ataques teriam como alvo cerca de 30 líderes importantes do regime iraniano e chefes militares, incluindo o aiatolá Ali Khamenei. Autoridades israelenses acreditam que Khamenei foi morto, mas a informação ainda não foi confirmada. O líder supremo do Irã costuma se abrigar em bunkers subterrâneos.
O comando militar norte-americano disse ter se defendido de “centenas de ataques de mísseis e drones iranianos" em retaliação. O espaço aéreo do Irã, Iraque, Kuwait, Israel e Bahrein foi fechado, afetando o fluxo global de transporte e deixando aviões e passageiros retidos em diferentes aeroportos pelo mundo.
Depois do ataque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou a população iraniana a derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei.
“Aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, digo que vocês devem depor suas armas ou, alternativamente, enfrentar a morte. Ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo que a hora da sua liberdade está próxima. Quando terminarmos, assumam seu governo; ele será seu. Esta será provavelmente a sua única chance por gerações”, disse o republicano.
Negociação
Os bombardeios contra Teerã aconteceram dois dias após representantes do país se encontrarem com autoridades norte-americanas na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Trump pressiona que o regime iraniano limite ou abandone seu programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica — o que é negado por Teerã.
À rede estatal Al Jazeera, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que os ataques não "servem aos interesses do povo americano" e são feitos para “para atender aos caprichos do regime israelense".
“Isso é algo que nos foi imposto. Nunca buscamos a guerra. Íamos resolver essa questão diplomaticamente. E essa era a exigência de todos os países da região e da comunidade internacional”, disse.









