Imagem de satélite mostra danos ao complexo de Ali Khamenei após ataques ao Irã
Líder supremo do país era um dos alvos de EUA e Israel; ele deve fazer pronunciamento na TV estatal ainda neste sábado (28)



Emanuelle Menezes
com informações da Reuters
Uma imagem de satélite, que mostra danos ao complexo do Aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo do Irã, foi divulgada neste sábado (28) pela agência de notícias Reuters.
Um oficial israelense afirmou que Khamenei e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian foram alvos dos ataques conjuntos realizados com forças norte-americanas contra a capital do Irã e outras quatro regiões do país. Anteriormente, uma fonte havia dito à Reuters que o Aiatolá não estava em Teerã e havia sido transferido para um local seguro.
Segundo a rede de notícias Al Jazeera, o líder supremo fará um pronunciamento na TV estatal iraniana ainda neste sábado (28).
Forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã durante a manhã. As primeiras explosões foram registradas na capital, Teerã. As cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah também foram atingidas. O Irã revidou e, além de Israel, atacou bases norte-americanas em países do Oriente Médio.
Pelas redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a ofensiva visa defender a população norte-americana de ameaças do regime iraniano. "Nós garantiremos que o Irã não tenha uma arma nuclear", frisou.
O mesmo foi dito pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que descreveu o ataque como "preventivo". "Esse regime terrorista assassino não deve ser permitido que se arme com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. Nossa operação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos", disse.
Os bombardeios acontecem dois dias após Estados Unidos e Irã se reunirem em Genebra, na Suíça, para debater o programa nuclear iraniano. Os representantes haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo para um novo acordo nuclear envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
"Esta foi uma das nossas rodadas de negociações intensas até agora. Claro, ainda há divergências, mas ao menos alcançamos um entendimento geral sobre como resolver essas questões. Concordamos com o entendimento mútuo de continuar engajados em questões essenciais para o acordo, incluindo o fim das sanções e medidas relacionadas à energia nuclear", chegou a comentar o regime iraniano.
As negociações ocorriam em meio a ameaças constantes de Trump. Em diversas ocasiões, o republicano disse que não dispensava a possibilidade de uma operação militar no Irã caso os países não chegassem a um novo acordo nuclear, enviando uma frota militar à costa do país.
Segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, a dimensão da frota norte-americana é a mesma da Operação Raposa do Deserto, uma campanha de bombardeios de quatro dias contra o Iraque, em 1998, ordenada após o regime de Saddam Hussein se recusar a cooperar com os inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU).









