"Operação colocou na cadeia o núcleo principal de todos os desvios do INSS", diz presidente da CPMI
Senador Carlos Viana (Podemos-MG) destacou que presos nesta quinta (13) já vinham sendo monitorados e reforçou colaboração com o STF
Gabriela Tunes
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), elogiou nesta quinta-feira (13) a quarta fase da operação Sem Desconto, que resultou na prisão do núcleo principal responsável por descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social. Um dos seis presos até o momentoé Alessandro Stefanutto, ex-presidente da autarquia previdenciária.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
"Hoje a operação colocou na cadeia o núcleo principal de todos os desvios do INSS, da quadrilha que tomou de assalto as aposentadorias brasileiras", disse o parlamentar, em entrevista coletiva.
Viana destacou que os presos de hoje já vinham sendo monitorados e que aqueles que, durante a CPMI, haviam recebido habeas corpus para permanecer em silêncioagora deverão"revelar a verdade". "Estamos no caminho correto para oferecer uma resposta concreta à sociedade brasileira", afirmou.
Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, foi demitido do cargo em abril, logo após primeira fase da operação Sem Desconto | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
Veja alguns dos alvos de nova fase da operação Sem Desconto:
Prisão
Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS no governo Lula (PT);
Antônio Carlos Antunes Camilo, o "Careca do INSS", que já estava preso;
Três pessoas ligadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer);
Uma pessoa ligada ao Instituto Terra e Trabalho (ITT).
Buscas
Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro da Previdência no governo Bolsonaro (PL);
O senador ressaltou que a operação é fruto da colaboração direta com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Viana disse que esteve reunido com o ministro na semana passada, mas não pode revelar detalhes sobre o conteúdo do encontro.
O presidente da CPMI rebateu as críticas de que a comissão seria inválida. "Não há registro histórico de uma comissão que tenha resultado em tantas prisões e que esteja apresentando resultados tão significativos", disse.
De intermediários a políticos: senador detalha três núcleos do esquema
Segundo o senador, há três níveis distintos de envolvimento no esquema: o terceiro escalão, formado por operadores e intermediários, a maioria detida nesta fase; o segundo escalão, composto por pessoas que se corromperam e atuaram em diferentes administrações; e o primeiro escalão, integrado por políticos e indivíduos que "auxiliaram, incentivaram ou indicaram servidores envolvidos" nos desvios.
Viana afirmou que este primeiro grupo passa agora a ser alvo das próximas operações e dos depoimentos que deverão ser prestados ao STF. Ele acrescentou que há outros parlamentares envolvidos e que novas delações estão sendo propostas.
De acordo com o senador, parte do dinheiro desviado foi guardada em espécie, "em algum lugar", o que ainda está sendo apurado pelos investigadores.
"O trabalho ainda não terminou. Daremos respostas contundentes ao povo brasileiro e, consequentemente, à Previdência", afirmou.
Ao final, Viana se dirigiu aos aposentados: "Concluiremos este trabalho com uma Previdência significativamente fortalecida e com os culpados devidamente responsabilizados".
"Operação colocou na cadeia o núcleo principal de todos os desvios do INSS", diz presidente da CPMISenador Carlos Viana (Podemos-MG) destacou que presos nesta quinta (13) já vinham sendo monitorados e reforçou colaboração com o STFPolítica2025-11-13T14:40:33.199ZO presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), elogiou nesta quinta-feira (13) a quarta fase da operação Sem Desconto, que resultou na prisão do núcleo principal responsável por descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social. Um dos seis presos até o momento é Alessandro Stefanutto, ex-presidente da autarquia previdenciária. "Hoje a operação colocou na cadeia o núcleo principal de todos os desvios do INSS, da quadrilha que tomou de assalto as aposentadorias brasileiras", disse o parlamentar, em entrevista coletiva. Viana destacou que os presos de hoje já vinham sendo monitorados e que aqueles que, durante a CPMI, haviam recebido habeas corpus para permanecer em silêncio agora deverão "revelar a verdade". "Estamos no caminho correto para oferecer uma resposta concreta à sociedade brasileira", afirmou. Veja alguns dos alvos de nova fase da operação Sem Desconto: Prisão Buscas O senador ressaltou que a operação é fruto da colaboração direta com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Viana disse que esteve reunido com o ministro na semana passada, mas não pode revelar detalhes sobre o conteúdo do encontro. O presidente da CPMI rebateu as críticas de que a comissão seria inválida. "Não há registro histórico de uma comissão que tenha resultado em tantas prisões e que esteja apresentando resultados tão significativos", disse. De intermediários a políticos: senador detalha três núcleos do esquema Segundo o senador, há três níveis distintos de envolvimento no esquema: o terceiro escalão, formado por operadores e intermediários, a maioria detida nesta fase; o segundo escalão, composto por pessoas que se corromperam e atuaram em diferentes administrações; e o primeiro escalão, integrado por políticos e indivíduos que "auxiliaram, incentivaram ou indicaram servidores envolvidos" nos desvios. Viana afirmou que este primeiro grupo passa agora a ser alvo das próximas operações e dos depoimentos que deverão ser prestados ao STF. Ele acrescentou que há outros parlamentares envolvidos e que novas delações estão sendo propostas. De acordo com o senador, parte do dinheiro desviado foi guardada em espécie, "em algum lugar", o que ainda está sendo apurado pelos investigadores. "O trabalho ainda não terminou. Daremos respostas contundentes ao povo brasileiro e, consequentemente, à Previdência", afirmou. Ao final, Viana se dirigiu aos aposentados: "Concluiremos este trabalho com uma Previdência significativamente fortalecida e com os culpados devidamente responsabilizados". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/hoje-a-operacao-colocou-na-cadeia-o-nucleo-principal-de-todos-os-desvios-do-inss-diz-presidente-da-cpmi
Ministério Público de SP denuncia 16 alvos da Carbono Oculto
Entre os denunciados está “Beto Louco”, considerado um dos principais nomes do esquema fraudulento de combustíveis que movimentou mais de R$ 50 bilhões em SP