Política

Flávio: Brasil fica ‘isolado’ fora do ‘Escudo das Américas’

Candidato do PL promete integrar coalizão criada pelos EUA para combater o narcotráfico e ampliar a cooperação em segurança

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Jessica Cardoso
Flávio Bolsonaro durante live semanal | Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

Flávio Bolsonaro durante live semanal | Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (23) que o Brasil está “isolado” por não participar do “Escudo das Américas”, coalizão liderada pelos Estados Unidos para ampliar a cooperação entre países no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

“Tem o Escudo das Américas e tem a peneira do Brasil. O Brasil vai continuar sendo uma peneira que não tem condições de garantir a própria soberania”, afirmou durante live no YouTube.

Ao criticar a ausência do país no grupo, Flávio afirmou que o Brasil fica de fora “porque tem um presidente da República que passa a mão na cabeça de bandido, que acha que está tudo bem”. Ele disse ainda que, caso seja eleito, pretende integrar o país à iniciativa a partir do próximo ano.

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Segundo o senador, a participação na coalizão permitiria ao Brasil ampliar a cooperação internacional na área de segurança. Ele citou investimentos em tecnologia, troca de informações e realização de operações conjuntas com outros países para combater organizações criminosas.

Flávio também afirmou que pretende, em conjunto com o Congresso Nacional, classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e milícias como organizações narcoterroristas. Disse ainda que trabalhará “todos os dias” para “reconquistar a maior de todas as soberanias, que é a soberania da segurança pública”.

Escudo das Américas

A coalizão foi criada em março deste ano, a convite do presidente dos EUA, Donald Trump, com foco no combate ao narcotráfico e ao crime organizado. O grupo reúne países cujos governos são ideologicamente alinhados ao líder norte-americano.

Na terça-feira (22), os integrantes do Escudo das Américas assinaram um acordo para designar formalmente organizações narcotraficantes como “ameaças compartilhadas” e adotar medidas coordenadas contra os grupos. Entre os 24 alvos citados estão o PCC e o Comando Vermelho.

O documento prevê, entre outras medidas, compartilhamento de informações, acesso a tecnologias e capacidades de segurança, treinamento de agentes públicos e coordenação de sanções e medidas financeiras contra as organizações.

Além dos EUA, o acordo foi assinado por outros 14 países: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

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