Política

Flávio: Brasil é peça que falta na direita latino-americana

Pré-candidato a presidente diz que brasileiros invejam países que "elegem a liberdade e a ordem": "Em outubro, isso muda"

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Felipe Moraes
29/06/2026, 11:20 • Atualizado em 29/06/2026, 11:30
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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faz discurso na Argentina em evento judaico | Divulgação

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faz discurso na Argentina em evento judaico | Divulgação

O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesse domingo (28) que o Brasil sente "inveja" de vizinhos na América Latina que elegeram recentemente nomes da direita. Em discurso na Latin America Chairman's Conference, evento da comunidade judaica global realizado em Buenos Aires, o senador disse que o país é "a peça que falta nesse mapa".

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O parlamentar enumerou vitórias recentes de vários nomes da direita na América do Sul, como Keiko Fujimori no Peru — prestes a ser anunciada oficialmente como vencedora —, Abelardo de la Espriella na Colômbia, José Antonio Kast no Chile e Rodrigo Paz na Bolívia, declarando que "nós, os brasileiros olhamos para esse mapa hoje com um pouco de inveja".

"Porque enquanto nossos vizinhos, um a um, elegem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda continua preso ao passado. Nós somos a peça que falta nesse mapa. E venho aqui dizer, com todas as letras: em outubro, isso muda", continuou, em referência à possível disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. "Em outubro, o Brasil entra nessa onda. O Brasil será o próximo — pois eu serei o novo presidente do Brasil."

Há previsão de que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reúna na manhã desta segunda (29) com o mandatário da Argentina, Javier Milei, na Quinta de Olivos.

Flávio Bolsonaro listou cenários políticos "mais ao norte", na América Central e no Caribe, classificando o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como "um exemplo que inspira o continente inteiro" e que "provou ao mundo que, sim, é possível derrotar o crime e devolver a paz às ruas".

Há duas semanas, o pré-candidato presidencial apresentou um plano para a segurança pública com 12 propostas. Uma delas envolve replicar o modelo prisional de Bukele no Brasil em um programa batizado de Treva, criando 500 mil vagas no sistema penitenciário e cinco novos presídios federais.

"Hoje, a direita governa a maioria das nações da América Latina. Um continente inteiro, nas urnas, dizendo 'basta'", acrescentou, desejando que a onda direitista também chegue à Cuba. "Ninguém sofreu tanto como eles [os cubanos], por tanto tempo."

O congressista também afirmou que, se eleito presidente, vai transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. "Mais do que isso", falou. "O Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para se converter em um vetor de paz e aliança entre Israel e as nações amigas de nossa região", seguiu.

Flávio Bolsonaro falou que o governo Lula é aliado do Irã "contra Israel e Estados Unidos", se alia com o grupo armado palestino Hamas e "aplaude" o Hezbollah, organização radical atuante no Líbano. O senador também lembrou as comparações do petista entre o Holocausto e a situação na Faixa de Gaza, que estremeceram as relações entre os países.

"Hoje, na prática, não há relação diplomática plena entre Brasil e Israel. O Brasil está sem embaixador em Israel desde 2024", lamentou.

O senador ainda fez uma série de elogios a Milei, dizendo que ele "cortou na própria carne do Estado, reduziu os ministérios pela metade, acabou com privilégios e equilibrou as contas". "Hoje, no Brasil, em vez de termos medo de terminar como a Argentina do passado, passamos a ter esperança de terminar como vocês hoje", sugeriu.

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