Política

Filhos de Bolsonaro batem de frente novamente com Tarcísio: 'Bolsonarismo não quer um CEO'

Embate ocorre em meio a pesquisa Quaest que mostra Flávio Bolsonaro como candidato competitivo

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Filhos de Bolsonaro batem de frente novamente com Tarcísio: 'Bolsonarismo não quer um CEO' | Roberto Jayme/Ascom/ TSE

Um novo embate entre os filhos de Jair Bolsonaro (PL) contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle ganhou corpo nesta quarta-feira (14), mesmo dia da publicação da primeira pesquisa de 2026 do instituto Quaest.

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Tarcísio havia postado um vídeo em suas redes sociais defendendo a necessidade de um CEO para o Brasil. Nesta quarta acabou sendo respondido com um texto compartilhado por filhos do ex-presidente dizendo que isso é um "positivismo estúpido típico de milico" e que o " bolsonarismo não quer um CEO".

Tarcísio foi do Exército até 2008, tendo chegado à patente de capitão.

O texto é assinado pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura militar João Batista Figueiredo, e foi compartilhado nas redes por Eduardo Bolsonaro e Jair Renan, além de outros aliados do ex-presidente.

"O Bolsonarismo não quer um CEO. Isso é positivismo estúpido típico de milico. País não é empresa, e presidente não é gestor de planilha. CEO pensa em eficiência, custo e lucro; presidente tem que lidar com valores, soberania, identidade nacional e com um povo real, diverso e cheio de conflitos legítimos", diz o texto de Paulo Figueiredo.

Segundo ele, o bolsonarismo nasce da antítese disso, "contra a ideia de que o povo deve ser permanentemente tutelado por uma elite tecnocrática que trata a nação como se fosse uma empresa mal administrada".

O vídeo de Tarcísio foi comentado pela primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, segundo quem o CEO que o país precisa seria o seu marido.

Nos bastidores, bolsonaristas dizem haver um racha entre os aliados do ex-presidente. De um lado, os filhos em defesa da candidatura presidencial de Flavio Bolsonaro. De outro, Tarcísio e partidos do centrão, com apoio de Michelle.

Flavio tem, em público, minimizado os embates, dizendo ter certeza de que o governador de São Paulo apoiará e integrará sua campanha.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta mostrou Lula (PT) liderando o cenário eleitoral, mas com diminuição da vantagem tanto em relação a Flávio como em relação a Tarcísio.

Apesar da melhora dos números do senador e do governador, a pesquisa foi vista por integrantes de partidos de centro como muito ruim para a pretensão de Tarcísio pelo fato de mostrar Flávio, por ora, como candidato competitivo.

Um dado destacado é a diminuição da rejeição ao nome de Flávio, que era de 60% na pesquisa anterior da Quaest e que agora caiu para 55%, patamar quase igual ao percentual dos que dizem que não votam de jeito nenhum em Lula (54%).

Michelle tem adotado uma posição bastante fria em relação à candidatura de Flávio.

Nesta terça, por exemplo, ela postou um vídeo de Tarcísio após pesquisa Meio/Ideia ter apontado o governador de São Paulo, por ora, como o melhor nome da direita contra Lula.

No Natal ela fez um pronunciamento paralelo nas redes sociais, em contraponto ao feito na TV por Lula, não citou Flávio e ainda falou em traição entre pessoas mais próximas. A fala da ex-primeira-dama não foi compartilhada pelos filhos do ex-presidente.

Ainda quando estava em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro chegou a dizer, segundo aliados, que dava aval a uma candidatura de Tarcísio, tendo Michelle como vice. Segundo esses mesmos aliados, ele voltou atrás depois.

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