Fachin diz que atos do 8/1 foram premeditados e elogia firmeza de Moraes nos inquéritos
Presidente do STF afirmou que ministro agiu com firmeza por dever institucional, e não por motivação pessoal



Paola Cuenca
Jessica Cardoso
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (8) que os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 foram premeditados e representaram um ataque direto ao Estado Democrático de Direito.
A declaração foi feita na abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, que marca os três anos da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
Em seu discurso, Fachin relembrou a data como o “Dia da Infâmia” e destacou que a destruição do STF, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional não foi um ato espontâneo. Segundo ele, o ataque foi “pautado pela negação do diálogo” e "da convivência pacífica”.
O presidente do STF reforçou a importância da memória como forma de resistência e alertou que a democracia exige vigilância permanente. Para ele, recordar o 8 de janeiro é uma forma de impedir que o tempo "caleje a sensibilidade" e apague o ataque e a resposta institucional dada pelo Supremo.
“O Estado de Direito democrático está em crise no mundo contemporâneo. É preciso resistir, sempre dentro dos marcos democráticos, e o caminho é a institucionalidade. O Brasil está dando grande exemplo de resiliência. Nada obstante, a memória é um alerta e uma advertência, porquanto o preço da democracia e da liberdade é mesmo uma eterna vigilância”, disse.
Fachin também elogiou a atuação de Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos e das ações penais relacionadas ao 8 de janeiro. Segundo o presidente do STF, Moraes agiu com firmeza por dever institucional, e não por motivação pessoal.
“Há quem confunda e tome a firmeza por jactância. E o Ministro Alexandre de Moraes colocou-se firme por dever do ofício, com sacrifícios pessoais e familiares que não me cabe inventariar, e esteve onde precisava estar. Não por bravata, mas porque era o seu ofício — aquele mesmo que juramos exercer, com a vida se preciso for, na impermanência de nossos cargos”, declarou.








