Política

Exército formaliza aposentadoria antecipada de Mauro Cid

Ajudante de ordens de Bolsonaro será transferido à reserva em 2 de março

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Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, em interrogatório na ação penal da tentativa de golpe | Divulgação/Ton Molina/STF

O Exército formalizou nesta sexta-feira (20) a passagem do tenente-coronel Mauro Cid para a reserva remunerada. A aposentadoria do militar será oficializada em 2 de março.

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A passagem à reserva de Cid, de forma antecipada, foi autorizada pelo comando do Exército no fim de janeiro.

Mauro Cid solicitou o direito à aposentadoria antecipada por um mecanismo chamado cota compulsória. Por esse caminho, o militar pode ser transferido à reserva e receber, como inativo, um salário equivalente ao seu tempo de serviço.

O tenente-coronel tem 29 anos e 11 meses de serviços prestados ao Exército. Ele teria o direito de deixar o serviço ativo, com todos os direitos, somente após 31 anos de trabalho. Na prática, a redução salarial na reserva seria pequena.

Com a autorização do Exército para sua saída antecipada, Cid mantém alguns benefícios da carreira. Ele receberá uma ajuda de custo para ir à reserva em valor proporcional a oito salários.

Em contrapartida, Mauro Cid terá de deixar a casa funcional que ocupa em Brasília. O prazo é de 90 dias para a mudança.

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o militar foi condenado a dois anos pela participação na trama golpista. Ele conseguiu uma pena menor que os demais condenados por ter fechado um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

Com a condenação mais leve, Cid manteve o cargo no Exército e não responderá a processo na Justiça Militar.

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