Política

“Eu não sabia", diz ex-noiva de Vorcaro sobre escândalos do Master

Em primeira nota pública, modelo Martha Graeff disse ter tomado conhecimento do caso pela imprensa e nega ter recebido dinheiro do banqueiro

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Vorcaro e Martha | Reprodução/redes sociais
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A modelo Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, divulgou nesta sexta-feira (27) sua primeira nota pública sobre o escândalo envolvendo o banqueiro e o Master. Graeff diz nunca ter tomado conhecimento sobre irregularidades envolvendo Vorcaro e afirma estar sendo “linchada, cancelada e vulgarizada” desde o vazamento de conversas íntimas com o banqueiro.

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“Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar", afirmou.

A modelo diz que as últimas semanas têm sido “as piores” de sua vida e também impactam a sua família, incluindo uma filha de 6 anos.

“Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa – e conveniente.”

Ela nega ter sido intermediária de esquemas do então namorado. A Polícia Federal investiga se o banqueiro teria usado Graeff para ocultar seu patrimônio de reguladores, incluindo uma transferência que superaria US$ 100 milhões enquanto tentava comprar uma mansão de luxo em Miami. O conteúdo consta no celular apreendido de Vorcaro em mensagens trocadas entre os dois de dezembro de 2024 a julho de 2025.

“Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente", afirma.

Graeff não critica o banqueiro em nenhum momento. Diz que Vorcaro era um “empresário bem-sucedido” e “respeitado por pessoas respeitáveis” no Brasil e no exterior, e que o relacionamento de cerca de 1 ano e 8 meses foi majoritariamente à distância, já que mora nos Estados Unidos. Por essa razão, a maior parte do contato era realizado por mensagens.

“Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida", conclui.

O conteúdo das conversas com Vorcaro tornaram Graeff alvo da CPMI do INSS, que aprovou sua convocação na última semana na qualidade de “testemunha direta de comunicações e encontros que misturam interesses privados de uma instituição financeira sob investigação”.

O colegiado também a via como “peça-chave para desvendar a extensão da rede de influência montada em torno do grupo econômico em questão”. O depoimento, marcado para segunda-feira (23), foi cancelado depois de Graeff não ser localizada pela equipe da comissão.

Conversas Íntimas

Vazamentos de mensagens entre Vorcaro e Graeff mostraram informações sobre o dia a dia do banqueiro, incluindo conversas sobre a operação de compra pelo Banco de Brasília (BRB), e um encontro com alguém identificado como "alexandre moraes".

A responsabilidade pelos vazamentos tornou-se ponto de conflito entre a CPMI do INSS e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na quinta (26), o ministro Gilmar Mendes deu um duro recado aos congressistas e disse que a conduta tanto no procedimento das quebras de sigilos quanto na análise do conteúdo privado de Vorcaro não foi republicana e exigia um pedido público de desculpas.

Em resposta, congressistas da oposição apresentaram nesta sexta (27) uma queixa-crime contra Gilmar exigindo que o magistrado dê "nome aos bois" e diga quem teria feito as violações indevidas à sala-cofre do Senado que guardava os materiais da quebra de sigilo.

Há suspeita de que pessoas autorizadas a entrar no local teriam violado a regra de não usar aparelhos eletrônicos e acessado conteúdos da vida íntima de Vorcaro, como vídeos e imagens. Um inquérito foi aberto para investigar o caso.

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